Megaoperação da Polícia Civil de SP faz apreensões em áreas nobres de BH

Capital mineira teve três alvos; ação, que investiga crimes financeiros em ambientes virtuais, já prendeu 12 pessoas

Uma mega operação da Polícia Civil de São Paulo interceptou alvos em Belo Horizonte nesta terça-feira (24). Diversos agentes foram deslocados à capital mineira para cumprir mandados de busca e apreensão referentes a diligências traçadas pela Operação Fim da Fábula.

A investigação apura a ação criminosa de um grupo ligado a fraudes eletrônicas e estelionatos cometidos pela internet. O grupo usa modalidades de golpes variadas para enganar as vítimas e desviar valores em dinheiro.

Durante visita à Minas, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em áreas nobres. Um dos alvos da polícia estava na Alameda Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima. Ainda na cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, outro alvo foi identificado, desta vez na Alameda Ingá, no bairro Vale do Sereno, também de alto padrão.

Na capital mineira, o terceiro ponto investigado pela Polícia Civil paulista se encontrava na Av. Nossa Senhora do Carmo, no bairro Sion.

Os bens e materiais recolhidos pelos agentes ainda não foram divulgados pela polícia.

A operação

A Operação Fim da Fábula já prendeu até o momento 12 pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em golpes digitais. Dentre os suspeitos detidos, está um MC.

A ação, que segue em andamento, cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária nos estados de São Paulo e Minas Gerais, além de alvos no Distrito Federal.

Durante coletiva de imprensa, autoridades da Polícia Civil e do Ministério Público de SP, que atuaram de forma integrada na investigação, explicaram que a investigação começou pela identificação dos núcleos estratégicos e decisórios da organização, responsáveis por coordenar as ações criminosas. Em seguida, foram mapeados os executores dos golpes, operadores financeiros e integrantes encarregados da ocultação patrimonial.

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados, inclusive registrados em nome de “laranjas”, além de centenas de veículos, embarcações, jóias e valores em espécie.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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