Justiça mantém presa síndica suspeita de roubar R$ 59 mil de idosa na Savassi, em BH

Patrícia Miranda Mesquita está presa desde 12 de janeiro após ser detida em flagrante pela Polícia Militar

Justiça mantém presa síndica suspeita de roubar R$ 59 mil de idosa na Savassi, em BH

A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de liberdade e manteve presa preventivamente a síndica suspeita de roubar R$ 59 mil de uma moradora idosa em Belo Horizonte. A decisão foi proferida nessa sexta-feira (30).

Patrícia Miranda Mesquita está detida desde 12 de janeiro. O caso ocorreu em um prédio da Rua Sergipe, na Savassi, na Região Centro-Sul da capital mineira.

A defesa pediu a liberdade de Patrícia. Os advogados argumentaram que não houve violência e o estado de inconsciência da idosa era sintoma de doenças preexistentes.

Além disso, a defesa alegou que a síndica era cuidadora da vítima e informou que a suspeita sofre de problemas de saúde.

No entanto, a juíza Fernanda Baeta Vicente, da 2ª Vara das Garantias de Belo Horizonte, considerou que medidas alternativas à prisão preventiva não são suficientes.

Segundo a magistrada, o fato de vítima e suspeita residirem no mesmo prédio pode representar risco à investigação caso a síndica seja solta.

“A proximidade física confere à autuada meios para influir, direta ou indiretamente, no ânimo de testemunhas (especialmente funcionários do condomínio e vizinhos) e da própria vítima, induzindo-os a apresentar versões falseadas”, analisou na decisão.

A juíza reforçou a gravidade do crime, pois a vítima é uma octogenária, e disse haver um nexo temporal suspeito entre o momento em que a idosa para de responder a estímulos e a realização das transferências via Pix.

Relembre o caso

Patrícia Miranda Mesquita foi presa em 12 de janeiro sob a suspeita de roubar e manter em cárcere privado uma idosa, de 83 anos, diagnosticada com demência.

A Polícia Militar (PMMG) foi acionada após uma denúncia de transações bancárias suspeitas na conta da octogenária. Somados, os valores chegavam a R$ 59 mil.

Os policiais encontraram a vítima em casa desacordada, deitada na cama e com hematomas nos braços. Ela foi retirada do local e socorrida ao Hospital João XXIII. A suspeita estava no imóvel.

Após a prisão, a defesa afirmou, em nota enviada à Itatiaia, que a síndica “prestava auxílio, companhia e cuidado” à idosa.

Além disso, os advogados alegaram que a acusação foi “construída a partir de uma versão unilateral e imprudente dos fatos, por pessoas que não convivem diretamente com a suposta vítima e que não presenciaram os fatos narrados”.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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