A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de liberdade e manteve presa preventivamente a
Patrícia Miranda Mesquita está detida desde 12 de janeiro. O caso ocorreu em um prédio da Rua Sergipe, na Savassi, na Região Centro-Sul da capital mineira.
A defesa pediu a liberdade de Patrícia. Os advogados argumentaram que não houve violência e o estado de inconsciência da idosa era sintoma de doenças preexistentes.
Além disso, a defesa alegou que a síndica era cuidadora da vítima e informou que a suspeita sofre de problemas de saúde.
No entanto, a juíza Fernanda Baeta Vicente, da 2ª Vara das Garantias de Belo Horizonte, considerou que medidas alternativas à prisão preventiva não são suficientes.
Segundo a magistrada, o fato de vítima e suspeita residirem no mesmo prédio pode representar risco à investigação caso a síndica seja solta.
“A proximidade física confere à autuada meios para influir, direta ou indiretamente, no ânimo de testemunhas (especialmente funcionários do condomínio e vizinhos) e da própria vítima, induzindo-os a apresentar versões falseadas”, analisou na decisão.
A juíza reforçou a gravidade do crime, pois a vítima é uma octogenária, e disse haver um nexo temporal suspeito entre o momento em que a idosa para de responder a estímulos e a realização das transferências via Pix.
Relembre o caso
Patrícia Miranda Mesquita foi presa em 12 de janeiro sob a
A Polícia Militar (PMMG) foi acionada após uma denúncia de transações bancárias suspeitas na conta da octogenária. Somados, os valores chegavam a R$ 59 mil.
Os policiais encontraram a vítima em casa desacordada, deitada na cama e com hematomas nos braços. Ela foi retirada do local e socorrida ao Hospital João XXIII. A suspeita estava no imóvel.
Após a prisão, a defesa afirmou, em nota enviada à Itatiaia, que a síndica “prestava auxílio, companhia e cuidado” à idosa.
Além disso, os advogados alegaram que a acusação foi “construída a partir de uma versão unilateral e imprudente dos fatos, por pessoas que não convivem diretamente com a suposta vítima e que não presenciaram os fatos narrados”.