O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta terça-feira (3) um bloqueio de R$ 200 milhões das contas da Vale por conta do
Segundo o MPF, o extravasamento de água e sedimentos atingiu cursos de água que alimentam o Rio Paraopeba, causou assoreamento de córregos e danificou a vegetação.
O órgão analisou que a ocorrência revelou uma “falha no controle da operação de estruturas de contenção de efluentes” da Mina de Viga.
O MPF também apontou que a Vale não comunicou imediatamente o extravasamento às autoridades competentes, o que dificulta a resposta da Defesa Civil.
Pedido de medidas de segurança
Além do bloqueio de valores, o MPF solicitou a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da empresa no local e requereu que a mineradora adote uma série de medidas de segurança, como:
- Contratação da auditoria técnica independente para acompanhar as obras necessárias para garantir a segurança das cavas e dos reservatórios;
- Apresentação de um relatório completo sobre a situação de estruturas semelhantes em todas as suas minas no estado de Minas Gerais;
- Realização de uma análise química detalhada do material vazado.
A Itatiaia entrou em contato com a Vale, caso a empresa queira se posicionar sobre a manifestação do Ministério Público Federal. O espaço segue aberto.
Segunda ação cautelar do MPF contra a Vale
Nessa quinta-feira (30), o Ministério Público Federal pediu o
Horas depois, um
Ambos os incidentes aconteceram exatos
O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.