Caso Lorenza: Justiça encerra em definitivo processo contra médico acusado de crime

Lorenza Maria Silva de Pinho foi morta aos 41 anos, após ser dopada e asfixiada no apartamento da família no bairro Buritis

André de Pinho assassinou a própria mulher entre a noite de 1º de abril e o início da madrugada de 2 de abril de 2021

A Justiça encerrou, de forma definitiva, o processo contra o médico Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso, acusado de envolvimento na morte de Lorenza Maria de Pinho, ocorrida em abril de 2021, em Belo Horizonte.

O Ministério Público tentou em todas as instâncias a condenação de Itamar por uma suposta falsidade ideológica, em uma acusação envolvendo o atestado de óbito da vítima, mas ele foi absolvido e essa decisão transitou em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso.

Nesse cenário, os autos foram baixados (processo encerrado) no último dia 20 de fevereiro, esgotando então todas as possibilidades de recurso.

À Itatiaia, a advogada de Itamar, Virginia Afonso, comemorou o desfecho do processo.

“Estou muito feliz com o encerramento desse processo. Finalmente, tivemos um trânsito julgado e conseguimos comprovar a inocência do nosso cliente, que não tinha absolutamente nada a ver com caso, que o único objetivo dele era salvar uma vida. Podemos restituir a dignidade do meu cliente e principalmente a sua honestidade”.

O marido da vítima, o promotor André Luiz Garcia de Pinho, foi condenado a 22 anos de prisão pelo crime, classificado pela Justiça como feminicídio.

O caso

O promotor André Luis Garcia de Pinho foi condenado pelo homicídio qualificado da própria mulher, Lorenza Maria Silva de Pinho, morta aos 41 anos, após ser dopada e asfixiada no apartamento da família no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, em 2 de abril de 2021.

A acusação detalha que André de Pinho assassinou a própria mulher entre a noite de 1º de abril e o início da madrugada de 2 de abril de 2021. Conforme o laudo, ele dopou Lorenza Maria com meio litro de bebida alcoólica e nela aplicou o equivalente a quatro vezes a dose de antidepressivo prescrita para a vítima. Em seguida, o promotor entrou em luta corporal com a mulher e a asfixiou até a morte. O procurador Ubaldino declarou ainda que indícios apontam que André de Pinho ligou para o hospital para pedir socorro para a mulher apenas no início da manhã, entre uma e duas horas após o óbito.

O médico

O médico Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso, responsável pelo primeiro atendimento e pelo atestado de óbito de Lorenza.

Na ocasião, assumiu que errou ao não encaminhar o corpo de Lorenza para o Instituto Médico Legal após constatada a morte da paciente, em abril de 2021.

Itamar disse ainda que chegou a ficar na dúvida sobre o que fazer e contou que acionou o SAMU, que não foi até o local porque o óbito já tinha sido atestado.

A defesa de Itamar alegou que o médico não teve nenhum interesse diverso ao atender o chamado de assistência domiciliar e que não teve intenção de alterar a verdade sobre o fato.

A advogada Virginia Afonso afirmou, à época do primeiro julgamento, que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) considerou que Itamar’ cumpriu regularmente seu papel de socorrista e em nenhum momento teve o dolo de prejudicar’.

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Graduado em Jornalismo e Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atuou como repórter das editorias de Política, Economia e Esportes antes de assumir o cargo de chefe de reportagem do portal da Itatiaia.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é “cria” da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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