O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) acompanha o
Em contato com a Itatiaia, o Itamaraty afirmou que “por meio da Embaixada do Brasil Dublin, acompanha o caso e permanece à disposição para prestar a assistência consular cabível”.
Além disso, o órgão explicou que “o atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional”.
Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta ao
O Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares, tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.
Familiares de Bruna viajaram do Brasil para acompanhar o julgamento. O caso está sob a responsabilidade da Central Criminal Court, tribunal superior que delibera casos criminais graves na Irlanda.
Encontrado no apartamento onde Miller morava, o corpo da vítima apresentava sinais de espancamento e estrangulamento, sendo este último a causa da morte.
Segundo o jornal local The Irish Sun, Miller Pacheco, preso desde que foi acusado do crime, declarou-se inocente no Tribunal Penal Central de Cork. O homem afirmou ter agido em “legítima defesa” utilizando um golpe “que viu na TV”.
O crime
Bruna era bibliotecária formada pelo Centro Universitário de Formiga e estava há quase quatro meses no país para um intercâmbio quando foi morta. O jornal irlandês Independent informou que ela trabalhava como faxineira no Mercy University Hospital.
Bruna foi para a Irlanda após terminar com Miller; porém, ele foi atrás dela. Segundo amigos da vítima, reataram por alguns dias, mas terminaram novamente.
Miller não aceitou o fim do relacionamento, e a mulher temia que ele se machucasse, pois indicava possibilidade de automutilação ou autoextermínio. Marcela Fonseca, prima de Bruna, que vive na Irlanda desde 2018, contou em depoimento que a vítima tentava fazer Pacheco voltar ao Brasil.
OThe Irish Sun afirmou que, no dia do crime, Bruna estaria em uma festa de Réveillon, onde beijou um homem. Miller Pacheco, que não aceitava o fim do relacionamento, também estava no local, observando a jovem.
Após a festa, Bruna e Miller foram para o apartamento do homem, no centro da cidade de Cork, onde realizariam uma chamada de vídeo com familiares e o cachorro do casal, que havia ficado no Brasil. Chegado ao local, começaram a discutir.
Miller teria sorrido ao ser perguntado se havia matado Bruna
Em depoimento, Marcela Fonseca contou ter recebido uma ligação de um amigo de Miller chamado Pedro, que vivia no Brasil, por volta das 6h. O homem disse que conversou pelo telefone com o acusado e que Bruns poderia ter sido morta. As informações são do The Jounal.
Com medo, Marcela entrou em contato com outra amiga, Juliana Souza, e as duas foram até o endereço de Miller. Lá, encontraram o homem na porta segurando uma fronha branca.
Marcela questionou Miller se ele havia matado sua prima e, segundo ela, ela sorriu e disse: “Não fui eu”. Ela então perguntou novamente se ele havia cometido o crime e como. O acusado então afirmou que a havia “sufocado”.
A polícia irlandesa foi chamada ao local por volta das 6h30 por Juliana Souza. Vizinhos também contaram ter ouvido gritos vindos de um apartamento. Bruna foi encontrada pelos agentes de segurança em cima da cama e, mesmo com os esforços para reanimá-la, morreu antes da chegada dos paramédicos.
Inicialmente, Miller alegou ter sido atacado pela mulher. Porém, confessou o crime e foi preso.
A irmã da vítima, Izabel Cristina Fonseca Rosa, conversou com a Itatiaia na época do crime. Ela afirmou que Bruna não tinha um perfil agressivo.
“Ela era uma pessoa muito reservada, não identificamos nenhum comportamento pelo menos aqui no Brasil que pudesse levar a indícios que ela seria uma pessoa agressiva”, contou, na ocasião.