Caso Beatriz Vitória: adolescente que indicou o local onde o corpo da jovem estava nega participação no crime
O corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi encontrado em uma área de mata em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte nessa quarta-feira (21)

A adolescente de 15 anos que indicou para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) onde estava o corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, afirmou à instituição que não teve envolvimento com o crime. Conforme repassado em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22), a adolescente relatou que esteve com os suspeitos de cometer o crime no dia do desaparecimento da jovem, mas que não teria participado da ação. O cadáver de Beatriz Vitória foi encontrado em uma área de mata em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (21), dias após ela ser dada como desaparecida.
Também nesta quarta, o ex-namorado de Beatriz Vitória, Samuel Castro Melo, e a atual companheira dele, Carla Luiza da Silva, foram presos em flagrante por serem suspeitos de ter matado e ocultado o corpo da jovem. A adolescente foi ouvida e liberada. Um possível envolvimento dela no caso está em investigação.
O que a adolescente relatou?
De acordo com registro policial, a adolescente contou à polícia que, no dia 9 de outubro, estava em casa quando recebeu uma mensagem de Carla, informando que iria buscá-la acompanhada de Samuel.
Segundo o relato da adolescente à polícia, os dois chegaram em um Volkswagen Up branco, que seria de propriedade do pai de Samuel. Ela entrou no veículo e, posteriormente, Beatriz também foi chamada para acompanhá-los. A adolescente contou que Samuel dirigia, Carla estava no banco do passageiro e ela ocupava o banco traseiro. Beatriz entrou no carro e se sentou ao lado dela.
- Leia também: ‘Jogaram soda cáustica por cima dela’, diz irmão de Beatriz Vitória, jovem encontrada morta na Grande BH
De acordo com o depoimento registrado no boletim, o grupo deixou o local e seguiu em direção à MG-020. Depois de aproximadamente 20 minutos de percurso, Samuel entrou em uma estrada de terra no sentido da região conhecida como Cachoeira Palmeiras. Ainda segundo a adolescente, o veículo percorreu cerca de cinco quilômetros até chegar a uma área de lotes vagos conhecida como Terra dos Portugueses.
Conforme o boletim de ocorrência, a adolescente afirmou que Samuel estacionou o veículo dentro de um lote, abriu o porta-malas e retirou objetos que ela não conseguiu identificar. Em seguida, segundo o relato, Carla e Beatriz acompanharam Samuel para uma área mais distante, fora do campo de visão da adolescente.
A jovem disse que esperou entre 30 minutos e uma hora até que os dois retornassem ao veículo, mas Beatriz não voltou com eles. No caminho de volta, de acordo com o depoimento registrado pela polícia, Samuel permaneceu em silêncio e Carla apresentou um comportamento que a adolescente considerou suspeito. Ela afirmou que passou a acreditar que algo grave havia acontecido com Beatriz.
Conforme repassado pela PCMG em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22), a adolescente foi procurada pela instituição e, junto ao pai dela, contou sobre o caso e indicou onde o corpo de Beatriz Vitória estava.
O que diz a defesa dos suspeitos?
A advogada Tatiany Barbosa, responsável pela defesa de Carla, afirmou à Itatiaia que orientou a cliente a exercer o direito constitucional ao silêncio. “Como defesa, eu não posso falar muito no momento. Até porque escolhi para minha cliente manter o direito ao silêncio, o direito dela constitucional, para que todos os fatos sejam esclarecidos”, declarou. A advogada também afirmou que Carla nega os fatos e ressaltou que a cliente tem direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência. “Tudo será esclarecido durante a instrução processual”, acrescentou.
Por sua vez, o advogado de Samuel, Dracon Cavalcante, afirmou que, se o jovem teve participação no crime, foi sem saber o que estava acontecendo. Em entrevista à Itatiaia, o advogado afirmou que o suspeito havia marcado de sair com a adolescente de 15 anos no dia em que o crime ocorreu. Ainda segundo a defesa, a adolescente tinha um desentendimento com Beatriz Vitória.
- Leia também: Caso Beatriz Vitória: mensagens em celulares de suspeitos revelam plano de tatuagem para celebrar morte da jovem
“Eles estavam saindo de um bar para ir para um lugar para ficarem sozinhos apenas os dois. Nesse caminho, nesse trajeto, encontrou com essa Beatriz. Ela pediu para o Samuel parar o carro. Ele parou o carro e ela agarrou a Beatriz e colocou dentro do carro”, disse. Ainda segundo o advogado, a adolescente pediu para o suspeito parar em um determinado local, onde teria saído com Beatriz.
“Ele parou e elas começaram a discutir as duas. Ele falou bem claro no depoimento dele, que não entraria nessa, porque o BO não era dele. Virou as costas e entrou no carro. Ela entrou sozinha e ele perguntou: ‘O que que aconteceu? Cadê a menina? E ela falou assim: "Ah, ela vai sozinha depois’. E aí, ele pensou que ela tinha batido nessa Beatriz e foi embora”, afirmou.
O jovem nega, ainda, a participação de Carla Luiza da Silva no crime.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.








