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Caso Beatriz Vitória: delegado aponta possível 'rixa' em triângulo amoroso; namorado da vítima comenta

Mesmo já estando em outro relacionamento, Beatriz lidava com conflitos envolvendo o ex e a atual namorada dele; Segundo o irmão, antes de desaparecer, ela suspeitou estar grávida

Por e 
Carla Luiza da Silva / Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota / Samuel Castro Melo • Reprodução

De acordo com Alexandre de Oliveira, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), uma possível "rixa e ciúmes" entre Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos e Carla Luiza da Silva, namorada de Samuel Castro Melo, de 18 anos, é uma das hipóteses investigadas para esclarecer a motivação do crime.

A declaração foi dada em entrevista à Itatiaia, nesta quinta-feira (22), após a coletiva do caso. O corpo de Beatriz foi encontrado em uma área de mata, nessa quarta-feira (21), 12 dias após o desaparecimento dela, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Samuel e a namorada, Carla Luiza, foram presos e são apontados como principais suspeitos do crime.

Também em entrevista à Itatiaia, tanto o atual namorado quanto o irmão de Beatriz afirmaram que estão assustados com a possível motivação mencionada pela Polícia Civil.

O irmão da jovem, Maxwell Sérgio Marques Mota, contou que até onde ele sabia, a relação de Beatriz e Samuel durou cerca de um mês e que o último contato dos dois foi em setembro de 2026. Quando desapareceu, Beatriz estava em outro relacionamento a cerca de quatro semanas.

Ainda sobre a relação de Samuel com a irmã ele declarou: "Não parecia um namoro, eles estavam ficando. Quando ela sumiu que a gente ficou sabendo que que ele [Samuel] já bateu nela e outras coisas", explicou.

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'Covardia', diz namorado de Beatriz

Antes de desaparecer, Beatriz estava em um relacionamento com Yuri Gabriel, de 18 anos. Os dois estavam juntos a cerca de quatro semanas. Abalado, o jovem comentou o caso em entrevista à Itatiaia: "Eu, até o último momento, acreditava em encontrar ela viva, né? Poder abraçar de novo. Não imaginava que seria uma covardia de tal tamanho".

Sobre a antiga relação de Beatriz com Samuel, Yuri afirmou que a namorada comentava sobre o suspeito: "Falava que ele era um cara bem péssimo assim de convivência [...] E falava que ela [Camila, namorada do suspeito] brigava com ela [Beatriz] por conta do Samuel", finaliza.

Irmão acredita que Beatriz estava grávida

Ainda em entrevista, Maxwell revelou que pouco antes de desaparecer, Beatriz teria contado à irmã mais nova que fez dois testes de gravidez, que testaram positivo. De acordo com o delegado do caso a informação é investigada e só poderá ser confirmada após a conclusão laudo médico-legal.

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Como Beatriz Vitória desapareceu?

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias do desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos • Redes Sociais
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias do desaparecimento de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos • Redes Sociais

Na noite de sexta (9), segundo a irmã de Beatriz, Geovana Luiza, a jovem estava com amigos quando disse que iria conversar com pessoas que estavam em um carro. “Ela estava com os meninos no bar e ela falou com eles: ‘Vou ali conversar no carro, se eu não voltar em cinco minutos, vocês vão atrás de mim’. Acabou que ela não voltou, ele foi, mas o carro já tinha sumido com ela”, relatou Geovana à Itatiaia.

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Versão do ex-namorado

Caso Beatriz Vitória mensagens em celulares de suspeitos revelam plano de tatuagem para celebrar morte da jovem • Foto: Reprodução | Itatiaia
Caso Beatriz Vitória mensagens em celulares de suspeitos revelam plano de tatuagem para celebrar morte da jovem • Foto: Reprodução | Itatiaia

Em entrevista à Itatiaia, o advogado de Samuel, Dracon Cavalcante contou que a versão do jovem é de que ele havia marcado de sair com uma menina de 15 anos no dia em que o crime ocorreu. Ainda segundo a defesa, a adolescente tinha um desentendimento com Beatriz Vitória.

“Eles estavam saindo de um bar para ir para um lugar para ficarem sozinhos apenas os dois. Nesse caminho, nesse trajeto, encontrou com essa Beatriz. Ela pediu para o Samuel parar o carro. Ele parou o carro e ela agarrou a Beatriz e colocou dentro do carro”, disse.

Ainda segundo o advogado, a adolescente pediu para Samuel parar em um determinado local, onde teria saído com Beatriz.

“Ele parou e elas começaram a discutir as duas. Ele falou bem claro no depoimento dele, que não entraria nessa, porque o BO não era dele. Virou as costas e entrou no carro. Ela [adolescente] entrou sozinha e ele perguntou: ‘O que que aconteceu? Cadê a menina [Beatriz]? E ela falou assim: "Ah, ela vai sozinha depois’. E aí, ele pensou que ela tinha batido nessa Beatriz e foi embora”, explicou.

Samuel nega a participação de sua atual, Carla Luiza, no crime. A defesa de Carla também afirma que ela nega os fatos e que exercerá o direito ao silêncio durante os procedimentos policiais.

Versão da adolescente

Caso Beatriz Vitória: polícia prende suspeitos de matar jovem que estava desaparecida • Imagens cedidas
Caso Beatriz Vitória: polícia prende suspeitos de matar jovem que estava desaparecida • Imagens cedidas

Já a adolescente de 15 anos, apontada como autora pela versão de Samuel, relata que no dia do crime estava em casa quando recebeu uma mensagem de Carla, informando que iria buscá-la acompanhada de Samuel.

Segundo o relato da adolescente à polícia, os dois chegaram em um Volkswagen Up branco, que seria de propriedade do pai de Samuel. A adolescente contou que Samuel dirigia, Carla estava no banco do passageiro e ela ocupava o banco traseiro. Posteriormente, Beatriz também foi chamada para acompanhá-los, entrou no carro e se sentou ao lado dela.

De acordo com o depoimento registrado no boletim, o grupo seguiu em direção à MG-020. Depois de aproximadamente 20 minutos de percurso, Samuel entrou em uma estrada de terra e percorreu cerca de cinco quilômetros até chegar a uma área de lotes vagos conhecida como Terra dos Portugueses.

Conforme o boletim de ocorrência, Samuel abriu o porta-malas e retirou objetos que a adolescente não conseguiu identificar. Em seguida, segundo o relato, Carla e Beatriz acompanharam Samuel para uma área mais distante, fora do campo de visão da adolescente.

A jovem disse que esperou entre 30 minutos e uma hora até que o grupo retornassem ao veículo, mas Beatriz não voltou com eles. No caminho de volta, de acordo com o depoimento registrado pela polícia, Samuel permaneceu em silêncio e Carla apresentou um comportamento que a adolescente considerou suspeito. Ela afirmou que passou a acreditar que algo grave havia acontecido com Beatriz.

Foi a adolescente quem indicou aos investigadores o local onde o carro teria ficado estacionado. O corpo foi encontrado em uma cova e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), em Belo Horizonte. De acordo com o boletim, Beatriz estava com as mãos amarradas para trás por um pedaço de arame.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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