Dono do restaurante Paladino, em BH, é solto após ser acusado de importunação por funcionária
Segundo o relato da jovem, ele teria feito perguntas íntimas a ela e, em seguida, a tocou de forma inapropriada; ele deverá cumprir medidas cautelares

A Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória a Marcelo Haddad Guerra, um dos donos do restaurante Paladino, localizado na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele foi preso na terça-feira (20), suspeito de importunação sexual contra uma funcionária do local, de 20 anos.
A Justiça entendeu que o suspeito não tinha outro registro de prisão e é primário. Além disso, o Ministério Público também se manifestou a favor da soltura do homem, que passou por audiência de custódia nessa quarta-feira (21).
"Marcelo Haddad deve cumprir algumas medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e a obrigação de não se aproximar da vítima até uma distância mínima de 300 metros. Deve se abster também de manter qualquer tipo de contato com a vítima. O acusado deve cumprir ainda o recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis, entre 20h e 6h da manhã, e, em período integral, aos sábados, domingos e feriados, pelo prazo de 90 dias. O descumprimento das medidas cautelares, sem justificativa, pode acarretar no decreto da prisão preventiva", informou a Justiça.
A acusação
Segundo a Polícia Civil, a vítima trabalha como recreadora infantil em um restaurante e, no dia dos fatos, foi até uma sala onde ficam os materiais lúdicos, acompanhada do suspeito.
No local, Marcelo teria feito perguntas íntimas à jovem e a tocou. A vítima se afastou e pediu que ele parasse com os contatos físicos. O suspeito, então, teria dito que se tratava de uma brincadeira.
No dia, Marcelo Haddad Guerra foi preso em flagrante. Ele afirmou aos policiais que o contato físico foi consentido. O celular dele também foi apreendido.
O que diz o restaurante
Em nota, o restaurante Paladino informou que, assim que soube da suspeita, determinou o afastamento do colaborador das atividades da empresa, até que os fatos sejam esclarecidos.
"A instituição se solidariza com a denunciante e coloca-se à inteira disposição das autoridades competentes", dizia o comunicado.
Leia na íntegra:
"NOTA PÚBLICA
Belo Horizonte, 21 de outubro de 2026
O Restaurante Paladino comunica que, tão logo tomou ciência da suspeita de prática ilícita envolvendo um de seus colaboradores, determinou o seu afastamento das atividades da empresa, como medida de prudência, até que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
A instituição se solidariza com a denunciante e coloca-se à inteira disposição das autoridades competentes.
Assessoria de Comunicação"
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