Alta nos casos de dengue faz BH abrir cinco centros de saúde no fim de semana; veja quais
Capital mineira teve aumento de quase 210% nos casos prováveis de dengue em apenas uma semana; unidades do Barreiro, Leste, Norte, Oeste e Venda Nova estarão abertas

Cinco centros de saúde de Belo Horizonte vão abrir neste sábado (27) e domingo (28) para atender, prioritariamente, pacientes com sintomas de dengue, chikungunya e zika. A capital mineira registrou uma alta de quase 210% nos casos prováveis de dengue em apenas uma semana (confira os endereços completos abaixo).
Nas consultas, os profissionais avaliam cada caso individualmente e iniciam o tratamento, caso necessário. Todos os pacientes são classificados, passam pela coleta para exames de diagnóstico. Enquanto aguardam atendimento, os usuários podem receber soro para reidratação oral.
As unidades que vão abrir neste fim de semana em BH serão:
- Barreiro: Centro de Saúde Carlos Renato Dias (Rua José Gonçalves, 375)
- Leste: Centro de Saúde Vera Cruz (Praça Padre Léo Verheyen, 36, Vera Cruz)
- Norte: Centro de Saúde Aarão Reis (Rua Waldomiro Lobo, 177 - Aarão Reis)
- Oeste: Centro de Saúde Betânia (Rua Canoas, 678 - Betânia)
- Venda Nova: Centro de Saúde Rio Branco (Rua Crisanto Muniz, 120 - Rio Branco)
Explosão de casos
De uma semana para cá, os casos de dengue aumentaram e deixaram a administração municipal em alerta. No dia 5, havia 35 registros e nenhuma confirmação da doença. Na semana seguinte, o número de confirmações passou para oito, com 232 notificações. Contudo, o sinal vermelho veio do último balanço, quando foram confirmados 157 casos e 1.900 notificações.
“O excesso de chuvas e o calor intenso aumenta a proliferação do mosquito que, consequentemente, aumenta a transmissão do vírus. Então, de dezembro a janeiro, temos o índice elevado de casos”, explica gerente adjunto de operações da PBH, Victor Rodrigues Dias.
Victor disse que as regiões Barreiro, a Venda Nova e a Pampulha se destacam pelo número de suspeitas. “Contudo, o foco da doença está por toda a cidade. Percebemos que o lixo doméstico é um grande vilão e, muitas vezes, é mal acondicionado. Além disso, temos a caixa d'água mal tampada. Esses são os velhos inimigos ainda presentes nessa nova situação”, finalizou.
(Com informações de Larissa Ricci e André Vasconcelos)
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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



