As buscas por sete pessoas que desapareceram no naufrágio de uma embarcação no encontro dos rios Negro e Solimões entraram no quarto dia nesta segunda-feira (16).
A lancha de transporte Lima de Abreu XV, da empresa Lima de Abreu Navegações, naufragou nessa sexta-feira (13) após sair de Manaus com destino à cidade de Nova Olinda do Norte. Duas pessoas morreram, uma criança e uma jovem de 22 anos. Autoridades amazonenses conseguiram resgatar 71 pessoas vivas.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Ximenes Muniz, disse que “fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações de busca”.
“Nós temos mudanças de direcionamento das correntes de arrasto, principalmente do Rio Solimões, que tem uma correnteza mais forte. Nós temos diferença de densidade de temperatura no Encontro das Águas. A profundidade é muito grande também. Isso é um complicador para as operações”, falou Muniz à imprensa nesse domingo (15).
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O militar falou também que o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) do Estado de São Paulo enviou reforço para apoiar nas buscas pelos desaparecidos. A equipe é composta por seis bombeiros militares, incluindo um capitão.
As buscas contam com equipamentos subaquáticos — como o ROV (veículo operado remotamente), o Sonar Side Scan e o Detector de Metal Próton 5 — para realizar uma varredura técnica precisa.
O coronel disse que, a partir das 48 horas após o acidente, aumentam as chances de os corpos boiarem, caso as vítimas tenham morrido. “Existe a possibilidade real. E é nesse sentido que nós vamos aumentar as equipes de busca em superfície”.
Um corpo foi encontrado nesse domingo, mas o coronel afirmou que somente a perícia do Instituto Médico-Legal (IML) pode afirmar se é uma vítima do naufrágio.
O que diz a empresa
A Lima de Abreu Navegações, empresa responsável pela embarcação, lamentou o ocorrido e afirmou que o barco estava regularizado e com a documentação em dia. Informou também que coopera com as investigações.