Megaoperação no RJ: mãe de morto diz que encontrou filho com pulsos amarrados
A mulher contou à Folha de S.Paulo que o filho de 21 anos poderia ter sido mantido preso antes de morrer; defensoria pública confirma 132 mortos

O corpo de um jovem de 21 anos foi encontrado em uma área de mata que liga os complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (29). Ele estava com os pulsos amarrados por uma corda.
Wellington Brito estava entre as dezenas de vítimas alinhadas nas ruas de acesso à Vila Cruzeiro, um dia após a operação mais letal da história do estado.
Taua Brito, 36, contou à Folha de S.Paulo que o filho foi localizado com os pulsos amarrados, o que, segundo ela, indica que ele pode ter sido mantido preso antes de morrer.
“Dava tempo de socorrer. A corda mostra que ele estava amarrado em algum lugar. Deixaram meu filho morrer”, lamentou. No dia anterior, Taua havia procurado um hospital em busca de informações sobre o paradeiro do jovem e chegou a ser informada de que ele estaria detido.
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Foram apreendidos quase 100 fuzis, além de uma grande quantidade de munições e granadas.
Entre os mortos, estavam os policiais Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos; Rodrigo Velloso Cabral, de 34; Cleiton Serafim Gonçalves, de 42; e Heber Carvalho da Fonseca, de 39.
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