O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, nesta quinta-feira (29), soltar Fabio Anderson Pereira de Almeida, o policial suspeito de matar o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, depois de confundi-lo com um assaltante. Ele estava
O advogado do policial, João Carlos Campanini, ao entrar com o habeas corpus, argumentou que não há justificativas para manter Fabio preso, além de falta de contemporaneidade dos fatos. Além disso, argumentou que seu cliente é réu primário, tem bons antecedentes e ainda será julgado pelo crime. Como alternativa, ele sugeriu a aplicação de medidas cautelares.
O desembargador Marco De Lorenzi, relator do habeas corpus na 14ª Câmara de Direito Criminal, concordou com a proposta do advogado e ainda destacou os bons antecedentes do réu. “Trata-se de crime extremamente grave, que atormenta a população e abala a tranquilidade social. Contudo, há de ser observado que o suplicante é primário, ostenta bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. Não bastasse, após a soltura permaneceu à disposição da justiça sem descumprir as condições impostas à liberdade provisória”, avalia.
Ele também concordou que não há motivos para que Fabio esteja preso. “O paciente não representa risco à sociedade, pois não se dedica à atividade criminosa, sendo este caso, como já dito, isolado em sua vida”, diz.
Relembre o caso
Em julho deste ano, Guilherme corria atrás de um ônibus para voltar para casa depois do trabalho, quando foi atingido por três disparos de arma de fogo. Um deles atingiu a cabeça da vítima, que morreu na hora.
O policial alega ter confundido o marceneiro com um assaltante, que o abordou momentos antes. Fabio estava de folga e pilotava sua moto quando foi abordado por suspeitos, que tentaram roubar o automóvel. O PM foi
Segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados com a vítima carteira, celular, remédios, marmita, talheres, itens de higiene e uma Bíblia Sagrada.
Com supervisão de Edu Oliveira