O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância da gripe no Brasil após alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) sobre o aumento de casos e internações por Influenza A (H3N2) no hemisfério norte. O crescimento está associado, principalmente, ao
Segundo a pasta,
A vigilância da influenza no Brasil é realizada por meio do monitoramento de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As medidas incluem diagnóstico precoce, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das ações de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais, especialmente para grupos de risco.
De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protegem contra as formas graves da gripe, inclusive aquelas causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus já estão contemplados como prioritários nas campanhas de vacinação. A pasta alerta que a hesitação vacinal, observada em países da América do Norte, tem contribuído para a maior circulação do vírus em contextos de baixa adesão à imunização.
Além da vacinação, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários. A estratégia é considerada complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos e de hospitalizações.
Até o momento, não há evidências de que o subclado K esteja associado a maior gravidade da doença. O que se observa, segundo as autoridades de saúde, é uma circulação mais intensa e antecipada do vírus em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta no aumento do número de internações.
Os sintomas permanecem os já conhecidos da gripe, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço. A recomendação é atenção redobrada para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro clínico.
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação anual segue como a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações. Também são recomendadas medidas preventivas, como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização frequente das mãos e ventilação adequada dos ambientes.
* Informações com Agência Brasil