Ex-goleiro Bruno corre risco de voltar à prisão se não regularizar livramento condicional em 5 dias

Decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro e publicada nesta sexta-feira (6)

Goleiro Bruno foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em 2013

O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza tem cinco dias para comparecer ao Conselho Penitenciário e regularizar sua situação no livramento condicional — que permite ao condenado cumprir o restante da pena em liberdade. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro e publicada nesta sexta-feira (6).

Como informado a Itatiaia, o Ministério Público do Rio de Janeiro havia pedido o fim do benefício. O órgão argumentou que o ex-goleiro não cumpriu alguns requisitos da liberdade condicional e solicitaram que o Judiciário revogasse o benefício “com urgência.”

Segundo a decisão da VEP, Bruno precisa comparecer pessoalmente para assinar o documento que oficializa o livramento condicional. Caso não cumpra a determinação dentro do prazo, a Justiça poderá expedir um mandado de prisão.

Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal no caso da morte de Eliza Samudio, em 2010. A previsão é que a pena termine em 8 de janeiro de 2031.

Desde 2021, o processo de execução da pena passou a ser acompanhado pela Justiça do Rio de Janeiro, onde o ex-goleiro cumpria pena em regime semiaberto. A mudança ocorreu após Bruno receber propostas de trabalho e tentar retornar à carreira no futebol.

Em janeiro de 2023, a Justiça autorizou o livramento condicional, que permite cumprir o restante da pena em liberdade. No entanto, de acordo com a VEP, as tentativas de notificação não tiveram sucesso, e Bruno não compareceu para oficializar o benefício.

Na decisão mais recente, o juiz concedeu um novo prazo para a regularização e determinou que o tempo entre a concessão do livramento e a sua formalização não seja contado como cumprimento de pena.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

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