Mulher declarada morta por erro do Samu recebe alta após 19 dias em Bauru-SP

Vítima foi atropelada enquanto tentava atravessar rodovia e equipes de socorro a declararam como morta; recuperação dos movimentos vai exigir fisioterapia

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, passou 19 dias internada após ser atropelada em Bauru

A mulher que havia sido declarada morta por um erro do Samu após um atropelamento em Bauru, no interior de São Paulo, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (5). Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, passou 19 dias internada no Hospital de Base do município.

Há pouco mais de uma semana, a vítima havia saído da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e já apresentava melhora no quadro de saúde.

Apesar da alta, segundo informações repassadas ao portal G1, Fernanda vai precisar passar por sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos, especialmente das pernas, afetadas pelas graves lesões provocadas pelo acidente.

Relembre o caso

Fernanda foi atropelada no dia 18 de janeiro enquanto tentava atravessar a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru, no interior de São Paulo.

Após o acidente, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para o atendimento da vítima. Porém, já no local, os socorristas constataram que a mulher havia morrido.

A rodovia foi interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi chamado para retirar o corpo da vítima do local. Porém, antes que o serviço chegasse, a vítima foi reanimada por um socorrista da equipe médica da concessionária que administra a rodovia. O homem teria notado sinais vitais e movimentos respiratórios da mulher, que já estava coberta pela manta térmica no asfalto.

Testemunhas que estavam no local também haviam avisado aos médicos do Samu que Fernanda ainda estaria viva. Em vídeos, populares alertam que a mulher estava respirando. “Ela está viva. A moça está respirando, gente. Eu estou vendo”, clamou uma mulher.

Veja o vídeo

Desdobramentos

Um dia após o acidente, a Prefeitura de Bauru informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) afastou a médica que constatou, por engano, a morte da mulher. Houve ainda a abertura de uma sindicância interna para apurar falhas no atendimento.

Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ouvindo...