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Em três anos, Brasil cresce em áreas urbanas e Nordeste lidera o ranking

Cidades costeiras ganharam mais ocupação urbana, enquanto o conjunto de estados que compõem a Amazônia Legal segue sendo a região com menor concentração urbana

PorBrasília
Reprodução | Redes Sociais

O Brasil ganhou quase 6 mil km² de área urbanizada entre 2019 e 2022, de acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em três anos, o país cresceu 12,27%, extensão próxima ao tamanho do Distrito Federal (DF), que possui cerca de 5,8 mil km².

Os dados são do relatório Áreas Urbanizadas do Brasil de 2022, que coletou os dados mais recentes sobre o assunto. A extensão territorial ocupada é 53.925 km² em áreas urbanizadas, o equivalente a aproximadamente 0,6% de todo o território brasileiro. Porém, há uma forte concentração em determinadas regiões.

O Nordeste foi o que liderou o maior crescimento absoluto e proporcional das áreas urbanizadas e, ao mesmo tempo, os loteamentos vazios entre as todas as regiões brasileiras. A região ganhou 1.961,44 km², o que representa uma expansão de 16,52% no período. Quando considerada apenas a expansão horizontal detectada, a região também aparece na liderança com 1.362,26 km² de novas áreas.

Por outro lado, o Sudeste tinha a maior extensão de áreas urbanizadas em 2022, com 17.454,11 km². Apesar de possuir uma populacional que vive em cidade maior, o Sudeste registrou uma expansão horizontal menor nos últimos três anos analisados, de 1.190,22 km².

Cinco estados juntos são responsáveis por 50,35% de toda a área urbanizada do país. Eles são: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia. Na outra ponta, 13 estados tiveram participação inferior a 2% no total das áreas urbanizadas do país.

Áreas ganham mais habitantes e outras têm baixa ocupação

O IBGE registrou o crescimento de um novo comportamento: forte concentração de cidades em áreas próximas ao litoral. Os municípios costeiros ocupam apenas 5,02% do território brasileiro, mas têm concentrado 19,5% de toda a área urbanizada do país.

Isso significa que essas cidades concentram uma parcela significativa das áreas ocupadas por construções, ruas e demais estruturas urbanas.

No sentido contrário está a Amazônia Legal, região que reúne os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e a maior parte do Maranhão. A área corresponde a 59,11% do território brasileiro, mas possui apenas 14,27% da extensão urbanizada do país.

O que é analisado?

O levantamento analisa a chamada morfologia urbana, ou seja, a forma como o espaço é ocupado e organizado. São considerados elementos como edificações, ruas, circulação de pessoas, residências e a proximidade entre construções, que ajudam a identificar áreas com características de vida urbana.

Mas o IBGE não considera apenas locais onde existem prédios e casas. Há a diferenciação entre áreas efetivamente urbanizadas dos chamados vazios intraurbanos e loteamentos vazios.

  • Loteamentos vazios: são áreas que já possuem ruas ou estrutura de loteamento definida, mas ainda não têm construções suficientes para serem classificadas como áreas urbanizadas. Existem aproximadamente 2,9 mil km² em todo o Brasil;
  • Vazios intraurbanos: são áreas não edificadas dentro de regiões urbanas, como parques, lagoas, entre outros com as mesmas características. Esses espaços somam cerca de 503 km² no território nacional.
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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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