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Brasil sobe no 'Ranking da democracia', e EUA caem, aponta estudo global

O relatório apontou ainda que o mundo "nunca viu tantos países se autocratizando ao mesmo tempo" nos últimos anos. O Brasil foi representado como um dos países que reverteu essa "autocratização".

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Imagem ilustrativa de uma urna eletrônica usada no Brasil
Imagem ilustrativa de uma urna eletrônica usada no Brasil • Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O Brasil superou os Estados Unidos no ranking da democracia feito pelo instituto sueco V-Dem Varieties of Democracy, especializado em ciência política, e que elabora todos os anos um "Ranking da Democracia".

O Brasil subiu uma posição em relação ao ano passado. O país é citado como um exemplo de perda de "autocratização". Além disso, o relatório apontou que as eleições de 2026 serão "decisivas para o futuro", uma vez que "a sociedade brasileira permanece polarizada".

Enquanto isso, os Estados Unidos despencaram da 24ª posição para a 51ª em relação ao ranking feito em 2025. O V-Dem apontou que o país perdeu "seu status de democracia liberal de longa data pela primeira vez em 50 anos".

Vale lembrar que a autocracia é a forma de governo em que o poder absoluto está concentrado nas mãos de um único indivíduo (autocrata) ou de um pequeno grupo.

O relatório apontou ainda que o mundo "nunca viu tantos países se autocratizando ao mesmo tempo" nos últimos anos. O Brasil foi representado como um dos países que reverteu a "autocratização".

A democracia mundial retornou aos níveis vistos em 1978, e os ganhos da terceira onda de democratização, iniciada em 1974, em Portugal, estão "quase erradicados", segundo o levantamento.

O estudo indicou a mudança em muitos aspectos mundialmente em 20 anos. Em 2005, 50% da população mundial vivia em democracias. Já em 2025, essa porcentagem desceu para 26%.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.