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EUA realizaram novos ataques antes do início do bloqueio no Estreito de Ormuz

A ação, anunciada pelo CENTCOM, visa conter a capacidade iraniana de atacar navios comerciais, em meio a tensões crescentes na região; Trump mudou de posição sobre a cobrança por segurança no estreito

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Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio • X / @CENTCOM

Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques aéreos contra o Irã e retomaram o bloqueio naval no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (14), conforme anunciado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), visando degradar as capacidades iranianas de atacar navios comerciais na região.

Os ataques aéreos, que não tiveram sua abrangência detalhada de imediato, iniciaram às 15h (horário da costa leste dos EUA). Já o bloqueio naval estava previsto para começar às 16h, horário da costa leste dos EUA, o que corresponde às 17h, no horário de Brasília.

Em comunicado publicado na rede social X, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que os ataques ocorriam enquanto as tropas "se preparam para retomar o bloqueio naval contra portos e áreas costeiras do Irã".

O órgão também divulgou que atualmente mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e "centenas de aeronaves militares operam em todo o Oriente Médio". A medida também ocorre em um momento de incerteza sobre o cessar-fogo entre os dois países.

A operação de bloqueio foi retomada um dia depois de o presidente Donald Trump afirmar que a medida seria restabelecida e que os EUA atuariam como "guardiões" do Estreito de Ormuz. O comando reafirmou o prazo em uma publicação no X minutos antes de a medida entrar em vigor, informando que os EUA estavam realizando novos ataques contra capacidades iranianas nas imediações do estreito. Essa intensificação acontece em um contexto onde o Irã já foi acusado de atacar navios dos EUA com mísseis, gerando maior tensão.

Embora Trump tenha dito na segunda-feira (13) que os EUA cobrariam 20% do valor de cargas de empresas de transporte comercial para reembolsar o país por "garantir a segurança e a proteção" no Estreito, ele mudou de posição nesta terça-feira (14). Ele afirmou que as nações do Golfo realizariam "acordos comerciais e de investimento... com os Estados Unidos". Essa mudança de postura ocorre em meio a discussões sobre a suspensão temporária de um cessar-fogo com o Irã.

Os EUA já haviam imposto um bloqueio aos portos iranianos anteriormente, durante a guerra, por cerca de dois meses — entre abril e junho —, abrangendo uma área que se estendia do Oriente Médio até o Oceano Índico, a milhares de quilômetros de distância.

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