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Ataques em Ormuz ampliam incerteza sobre cessar-fogo entre EUA e Irã

Episódios recentes aumentam pressão sobre negociações e segurança no Golfo

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Foto divulgada pela Guarda Revolucionária do Irã, a Iran's Revolutionary Guards Corps (IRGC)'s, em 17 de fevereiro, mostra um foguete sendo lançado de um barco em um exercício militar no estreito de Ormuz • Foto por - / SEPAH NEWS / AFP

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), segundo o chefe do Comando Central americano, almirante Bradley Cooper, o que volta a colocar em dúvida o cessar-fogo entre os dois países.

De acordo com o militar, forças iranianas lançaram múltiplos mísseis de cruzeiro, drones e utilizaram pequenas embarcações contra navios da Marinha dos EUA e embarcações comerciais escoltadas pelos americanos na região.

Em resposta, os Estados Unidos afirmaram ter destruído embarcações iranianas. O presidente Donald Trump disse nas redes sociais que sete barcos foram atingidos e que um navio da Coreia do Sul foi alvo das forças iranianas. A escalada ocorre em meio ao impasse nas negociações para encerrar o conflito e aumenta os temores de retomada da guerra.

Especialistas avaliam que a intensificação das ações militares no Estreito de Ormuz pode comprometer ainda mais o cessar-fogo. A professora de Direito Internacional Priscila Caneparo alerta para o risco de um “efeito dominó”, com possibilidade de respostas desproporcionais que levem à reativação do conflito.

O Irã sustenta que a via marítima está fechada. A Guarda Revolucionária divulgou um mapa da região indicando áreas sob seu controle e alertou que embarcações que não seguirem seus protocolos correm riscos.

Também nesta segunda-feira, Trump afirmou que forças iranianas seriam “varridas da face da Terra” caso ataquem navios americanos no Estreito de Ormuz ou no Golfo Pérsico. Os Estados Unidos reforçaram que manterão a proteção a embarcações comerciais na área.

Segundo analistas, o cenário indica um cessar-fogo frágil, com risco de ruptura a qualquer momento e potencial impacto na economia global, especialmente no mercado de petróleo. A escalada também reduz o espaço para a diplomacia e dificulta a retomada de negociações entre os países, diante da queda de confiança mútua.

Apesar das tensões, autoridades americanas evitaram confirmar se o cessar-fogo foi oficialmente rompido. Questionado, Trump não respondeu diretamente, enquanto o almirante Bradley Cooper afirmou que não comentaria detalhes do acordo, destacando apenas o caráter defensivo da atuação dos EUA na região.

* Com informações de CNN

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