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Irã ataca bases dos EUA na Jordânia, Bahrein e Kuwait

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter atacado navios no Estreito de Ormuz, com mísseis e drones nesta terça-feira (14) e na noite de segunda-feira (13)

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Irã fecha Estreito de Ormuz e diz que atacou dois navios que tentaram atravessá-lo
Mapa registra movimentação no Estreito de Ormuz, no início deste ano • Reprodução/ Marine Traffic

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter atacado bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, Bahrein e Kuwait, além de navios no Estreito de Ormuz, com mísseis e drones nesta terça-feira (14) e na noite de segunda-feira (13). Em retaliação, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) conduziu uma série de ataques contra alvos militares iranianos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou, em comunicado divulgado pela agência Fars, que uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos iranianos nesta terça-feira (14).

O comunicado conclamou o povo jordaniano a desmantelar as bases americanas em seu país, declarando: "Vocês sabem muito bem que não só não temos nenhuma inimizade com o seu país, como também amamos vocês, o nobre povo que compreende a dor e a opressão do povo palestino mais do que qualquer outra nação". A Jordânia, no entanto, afirmou ter interceptado e abatido quatro mísseis vindos do território iraniano que entraram em seu espaço aéreo.

O Irã também lançou ataques contra outros países do Golfo Pérsico. Sirenes soaram no Bahrein na manhã de terça-feira (14), pela terceira vez. O Ministério do Interior do Bahrein, em publicação na rede social X, informou: "A sirene foi acionada... Cidadãos e residentes são orientados a manter a calma e dirigir-se ao abrigo seguro mais próximo".

A IRGC afirmou ter "atingido e destruído" diversos depósitos de apoio logístico a armamentos, um centro de comunicações por satélite e um edifício que abriga forças dos Estados Unidos na base de Juffair, no Bahrein, em um ataque com mísseis e drones. Nesse ataque, as forças iranianas alegam ter destruído o radar Patriot, o radar de controle aéreo da Quinta Frota da Marinha dos EUA e o sistema de radar de alerta antecipado C-RAM no Bahrein.

A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter atacado instalações militares americanas no Kuwait com drones e disparado mísseis de cruzeiro contra um navio da Marinha dos EUA na segunda-feira (13). No entanto, as alegações do Irã de ter destruído instalações em bases militares dos Estados Unidos não foram, em muitos casos, confirmadas por evidências ao longo do conflito.

A CNN reportou que a IRGC informou, na noite de segunda-feira (13), que dois "supertanques infratores" foram atingidos e imobilizados no Estreito de Ormuz. Segundo relatos da mídia iraniana, citando um comunicado da Guarda, os tanques teriam ignorado avisos, desligado seus sistemas de navegação e tentado passar por uma "rota minada".

No comunicado à imprensa iraniana, a Guarda afirmou que os Estados Unidos estavam "incitando embarcações a utilizar uma rota ilegal" e que a cooperação com o "inimigo agressor" resultaria em danos, atrasos na reabertura do estreito e uma crise energética global. Este comunicado foi divulgado após dois navios-tanque dos Emirados Árabes Unidos serem atingidos por mísseis iranianos na parte sul do Estreito de Ormuz.

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) afirmou, na noite de segunda-feira (13), que concluiu uma nova rodada de ataques contra o Irã. Em nota publicada na rede social X, as Forças dos EUA informaram ter atingido alvos militares iranianos nas cidades de Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas. Os alvos incluíam sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones, e capacidades marítimas do Irã.

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