O imigrante retido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), com sintomas compatíveis com mpox, que estava isolado em um hotel aguardando o resultado de exames foi diagnosticado com varicela. Nesta terça-feira (27), a Secretaria de Saúde do estado informou que não se trata de mpox, também chamada de varíola dos macacos.
O local em que ele estava retido, voltado para os migrantes que esperam por refúgio no Brasil, era compartilhado com outras pessoas. Os demais viajantes foram entrevistados, com a aplicação de 397 questionários, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que nenhum novo caso foi encontrado. Além disso, os pacientes passaram por medição da temperatura corporal e verificação de sinais da doença na pele, e não foram constatados sintomas.
De janeiro até a última terça-feira (20), o Brasil contabilizou 791 casos prováveis e confirmados de mpox, ou seja, mais de 80% na região Sudeste. A doença está em caráter de emergência de saúde pública, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Migrantes mantidos em condições precárias
Na última quarta-feira (21), uma reunião entre Ministério Púbico Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a concessionária GRU Airport, entre outros órgãos, definiu medidas emergenciais de garantia de higiene básica para esses estrangeiros retidos.
Pela primeira vez, os imigrantes tiveram acesso à vestiários para tomar banho, e receberam kits de higiene de companhias áreas. Cerca de 500 pessoas seguiam retidas na área de imigração, de acordo com a PF, na última quarta-feira (21).
A Anvisa ainda detalhou que foram implementadas medidas ambientais de limpeza e desinfecção no local, e reafirmou seu compromisso em comunicar prontamente e tomar medidas adequadas para proteger a saúde pública e manter a segurança nos aeroportos.