Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados quase 30 anos após tragédia

Decisão foi tomada às vésperas dos 30 anos do acidente aéreo que matou a banda, em 1996; cerimônia terá caráter simbólico e homenageará a memória dos músicos

Banda Mamonas Assassinas. Músicas morreram em acidente aéreo em março de 1996, em São Paulo.

A quase três décadas de uma das maiores tragédias da música brasileira, uma nova despedida vai marcar a história dos fãs dos Mamonas Assassinas.

Os corpos dos cinco integrantes do grupo serão exumados na segunda-feira (23), no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos, cidade onde nasceram e cresceram, na Grande São Paulo, e deram os primeiros passos rumo ao sucesso nacional. A informação é do jornal O Globo.

A decisão partiu das famílias, que optaram pela cremação dos restos mortais. As cinzas devem ser usadas no plantio de árvores em um memorial, como forma simbólica de transformar a dor em vida e manter viva a lembrança dos músicos para as próximas gerações. O procedimento ocorre às vésperas dos 30 anos do acidente aéreo que matou a banda, em 1996.

A tragédia aconteceu na noite de 2 de março daquele ano. Depois de um show em Brasília, o jatinho que trazia os músicos de volta para casa caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo. Ninguém sobreviveu. A notícia se espalhou rapidamente, comoveu o país e deixou milhões de fãs em choque.

O impacto foi grande porque o grupo vivia o auge da carreira. Em menos de um ano de projeção nacional, a banda estourou nas rádios, dominou programas de TV e virou febre entre crianças, jovens e adultos. Com letras bem-humoradas e irreverentes, transformaram músicas como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira” e “Brasília Amarela” em trilha sonora dos anos 1990.

Eles misturavam humor, carisma e talento musical. Em vez da postura tradicional do rock, faziam piadas, usavam fantasias e apostavam na irreverência. Tornaram-se fenômeno justamente por essa originalidade.

Agora, quase 30 anos depois, a exumação reacende a memória de uma geração. Mais do que um procedimento formal, a decisão das famílias tem caráter simbólico: plantar árvores para que a história do grupo continue a criar raízes.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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