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Jogo do Tigrinho: polícia revela como influenciadores enganam jogadores com aplicativo

Polícia vem investigando influenciadores que divulgam o jogo, com promessas de grandes ganhos financeiros

A Polícia Civil de Alagoas vem investigando um grupo de influenciadores que divulgam o Fortune Tiger, mais conhecido como Jogo do Tigrinho, e realizaram uma descoberta importante. Em entrevista ao dominical “Fantástico”, exibido pela Globo, os policiais afirmaram que os perfis enganam os apostadores por meio de propagandas fraudulentas do jogo.

A Delegacia de Estelionatos de Maceió teve acesso a uma conta demo do jogo, ou seja, uma conta de demonstração, que geralmente é utilizada pelos influenciadores para mostrar como é fácil ganhar no jogo. Na conta de demonstração, não é preciso apostar dinheiro e os ganhos acontecem com mais frequência.

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“Eles influenciaram muitas pessoas com essa informação falsa, sem informar que se tratava de uma conta só de demonstração”, afirmou o delegado adjunto Eduardo Mero, da Polícia Civil de Alagoas, em entrevista ao Fantástico neste domingo (23).

Ainda de acordo com as autoridades, está claro que os influenciadores enganam as pessoas ao divulgar o jogo. “A gente conseguiu encontrar essas conversas de tratativas deles, dos influenciadores, com agenciadores e com a plataforma”, explicou Lucimério Campos, delegado da Polícia Civil (AL), também ao programa dominical.

Segundo o advogado criminalista Bruno Rodarte, pessoas que divulgam o Jogo do Tigrinho podem responder por estelionato, prática da contravenção penal, que é explorar ou estabelecer um jogo de azar em local público, ou acessível ao público, por crimes tributários fiscais, caso haja sonegação e também por crime contra a economia popular. As penas desses crimes são variadas, e podem chegar a oito anos.

“Nós temos que partir da premissa de que essas pessoas, ao divulgar algo nitidamente fraudulento, que elas sabem que não irá alcançar o resultado pretendido, estão colocando em risco terceiras pessoas, consumidores, em detrimento de um benefício indevido, principalmente financeiro, em nome próprio”, explicou.

* Sob supervisão de Marina Borges.


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Pablo Paixão é estudante de jornalismo na UFMG e estagiário de jornalismo da Itatiaia
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