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Brasileiros serão alertados, pelo celular, sobre risco de tempestades e outros desastres; entenda

Novidade foi anunciada pelo diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) em seminário sobre mudanças climáticas

Engana-se quem pensa que as tragédias não servem pra gente se mexer e buscar mecanismos de prevenção. Durante um seminário sobre ‘mudanças climáticas’ promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico na última quinta-feira (16), o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Augusto Braun, anunciou que o governo colocará em testes, em breve (ainda nesse primeiro semestre), um sistema de alertas para situações de emergência como tempestades, alagamentos e deslizamentos.

De acordo com o diretor, o sistema chamado cell broadcast vai começar a funcionar em escala reduzida, em dez municípios brasileiros. A plataforma enviará mensagens de texto em formato pop up (sobreposto ao conteúdo acessado no celular) para todos os aparelhos de uma mesma região. Atualmente, os alertas por SMS são direcionados para a caixa de entrada de usuários previamente cadastrados na Defesa Civil. No novo sistema, não será necessário um registro prévio.

“A tecnologia permite que a notificação chegue a todos os celulares habilitados, não havendo necessidade de estar previamente cadastrado. O aparelho vai soar e tocar, a depender do nível de alerta, para todos os aparelhos celulares da região. É uma grande sirene”, afirmou o diretor. A mensagem pop up será bastante objetiva, informando apenas qual a condição climática adversa, o local que passa por problemas e o que o cidadão deve fazer para se proteger.

Sistema já é adotado no exterior

O cell broadcast já é amplamente utilizado no exterior e reivindicado por agentes de defesa civil no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou, em 2022, que as operadoras de telefonia móvel oferecessem o serviço gratuitamente.A implementação do serviço estava prevista para dezembro de 2023, mas elas não conseguiram cumprir o prazo.

Diretor evitou especulações sobre o Rio Grande do Sul

Questionado durante o seminário, o diretor do Cenad evitou comentar se a tragédia no Rio Grande do Sul teria sido mitigada caso a tecnologia já tivesse sido implementada. “A gente evita especular em cima de uma tragédia como a que aconteceu. O que tem de fato é que a gente está construindo a ferramenta. Todos esses desastres que acontecem... a gente tem um aprendizado. Eles nos auxiliam a tomar medidas de prevenção e preparação.”

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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais ‘Hoje em Dia’ e ‘O Tempo’ e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.



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