Muitos motoristas trocam os pneus dos carros aos pares, ao invés de os quatro de uma vez. Isso acontece, na maioria das vezes, porque o rodízio não é feito.
Mas ao comprar um par de pneus novos, onde ele deve ser colocado? Nas rodas da frente ou nas de trás?
Antes de responder essa pergunta, é preciso entender quando é necessário trocar o pneu do carro. Por lei, os sulcos, isto é, as ranhuras dos pneus, não pode ter menia de 1,6 mm de profundidade. Mas você não precisa de uma régua para fazer essa medição.
O que é TWI
Todos os pneus “avisam” aos motoristas a hora em que precisam ser trocados por meio do TWI (sigla para Tread Wear Indicator), que são calombinhos no meio das ranhuras. A partir do momento que a borracha do pneu está alinhada com essa marquinha, é hora de trocá-lo.
Um erro comum do motorista é deixar o pneu ficar careca para comprar o seu substituto. Quando as ranhuras estão com menos de 1,6 mm de profundidade, além de o condutor do veículo cometer uma infração grave de de trânsito (soma de cinco pontos na carteira de motorista e multa de R$ 195,23), ele se coloca em risco, já que a aderência do pneu está comprometida principal em pista molhada, mas também na seca.
‘Calombinho’ no meio do pneu indica a hora de trocar o pneu
Outro ponto controverso é a necessidade de trocar os pneus após um período determinado de tempo. Estes componentes não tem uma validade como remédio ou comida, mas após 10 anos de uso, a borracha, após todo esse período submetida a pressão e calor rodando, já está fragilizada.
Como saber a data de fabricação do pneu
Na lateral do pneu está estampado o DOT, uma sequência de quatro números: os dois primeiros indicam a semana de produção enquanto os dois últimos dizem o ano.
Exemplo:
- DOT 2822 indica que o pneu foi fabricado na 28a semana de 2022.
Pneus novos no eixo traseiro?
Pneu novo é instalado no eixo traseiro
Ao comprar pneus novos e instalá-los em seu veículo, o motorista deve optar por usá-los no eixo traseiro por uma questão de segurança.
Pneus mais velhos e desgastados são mais propensos a furar e estourar. Em um desses dois casos, se eles estiverem nas rodas de trás, a dificuldade para controlar o carro será bem maior para o motorista.
A maioria dos carros da frota brasileira, hoje, tem tração dianteira, ou seja, as rodas da frente que o colocam em movimento. Além disso, elas também dão direção ao automóvel. Ou seja, se os pneus que estiverem na frente estourarem ou ficarem murchos de repente, será mais fácil manter o controle do veículo de maneira intuitiva.