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Montadoras dos EUA pressionam Trump para proibir marcas chinesas antes de reunião com Xi Jinping

Entidades do setor automotivo pedem manutenção das restrições à entrada de fabricantes chinesas no mercado norte-americano; presidente Trump já sinalizou abertura à produção local dessas empresas no país

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Entidades ligadas à indústria automobilística dos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o presidente Donald Trump para manter as montadoras chinesas fora do mercado norte-americano. O movimento ocorre às vésperas de um encontro previsto entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, em meio às discussões sobre comércio e possíveis acordos entre os dois países

Uma coalizão de seis entidades representativas de fabricantes, fornecedores e concessionárias enviou uma carta ao governo norte-americano pedindo a continuidade das restrições. O grupo reúne organizações ligadas a empresas como Ford, General Motors, Hyundai, Stellantis, Tesla, Toyota, Volkswagen, entre outras, e argumenta que a entrada de fabricantes chinesas poderia prejudicar a indústria instalada nos Estados Unidos.

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"Instamos sua administração a manter políticas que impeçam veementemente as montadoras chinesas de vender, importar ou fabricar veículos nos EUA”, diz um trecho da carta.

A manifestação ocorre depois de Trump demonstrar abertura à possibilidade de empresas chinesas produzirem veículos em território americano, desde que empreguem trabalhadores locais. Para as entidades do setor, porém, a instalação dessas companhias poderia criar vantagens competitivas para grupos chineses e ameaçar empregos da indústria nacional.

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“As montadoras chinesas não têm participação de mercado nos EUA. Permitir que elas abram uma fábrica no país lhes daria uma posição no mercado norte-americano às custas das montadoras que operam aqui”, alega a carta enviada pelas entidades Alliance for Automotive Innovation, American Automotive Policy Council, Autos Drive America, MEMA - The Vehicle Suppliers Association, National Automobile Dealers Association e Zero Emission Transportation Association.

Indústria teme avanço das montadoras chinesas

Na carta, as entidades defendem que as políticas atuais sejam mantidas para impedir que fabricantes chinesas conquistem espaço no mercado americano. O setor também manifesta preocupação com a possibilidade de investimentos locais servirem como porta de entrada para empresas que já enfrentam restrições comerciais nos Estados Unidos.

O debate envolve, entre outras questões, a competitividade das fabricantes norte-americanas americanas diante da expansão internacional das marcas chinesas, especialmente no segmento de veículos elétricos.

EUA já adotam restrições a veículos chineses

As barreiras à entrada de veículos chineses nos Estados Unidos incluem tarifas elevadas e regras relacionadas à segurança de dados e à tecnologia embarcada. Uma regulamentação adotada pelo governo norte-americano em 2025 restringiu a importação e a comercialização de determinados veículos conectados e componentes de software e hardware vinculados à China e à Rússia. As medidas foram justificadas por preocupações com segurança nacional e possíveis riscos envolvendo dados dos usuários.

Xiaomi SU7, carro elétrico apresentado pela gigante chinesa de tecnologia• Divulgação / Xiaomi
Xiaomi SU7, carro elétrico apresentado pela gigante chinesa de tecnologia• Divulgação / Xiaomi

Além disso, os veículos elétricos chineses enfrentam tarifas de importação superiores a 100%. O Congresso norte-americano também discute propostas para ampliar as restrições sobre veículos e tecnologias de origem chinesa.

Encontro entre Trump e Xi Jinping aumenta atenção sobre o setor

A reunião prevista entre os presidentes Trump e Xi Jinping coloca a indústria automobilística no centro das discussões sobre as relações comerciais entre os dois países. A possibilidade de executivos de grandes empresas chinesas acompanharem Xi na visita aos Estados Unidos também chama a atenção. Entre os nomes mencionados pela agência Reuters estão representantes da BYD, da fabricante de baterias CATL e da Xiaomi. A composição final da delegação ainda estava sendo definida

A eventual participação de empresas do setor automotivo pode ampliar as discussões sobre investimentos, comércio e acesso ao mercado americano. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que o encontro resultará em mudanças nas regras que restringem a atuação de fabricantes chinesas nos Estados Unidos.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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