Após a destruição de sua fábrica de motores em Porto Feliz, no interior de São Paulo, atingida por uma tempestade em setembro de 2025, a Toyota adotou uma solução provisória para manter os seus planos de produção no Brasil. A fabricante japonesa passou a produzir os motores flex destinados ao
A fábrica original, responsável também pela produção dos motores flex dos modelos Corolla e Corolla Cross, voltará a operar plenamente somente em 2028, disse o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, durante entrevista ao site
“Foi um espaço construído para ser alugado e acertamos a locação logo após o vendaval. Já transferimos para lá todas as nossas máquinas e conseguimos montar uma estrutura para produzir os motores até que a fábrica de Porto Feliz seja reconstruída, o que só deve ocorrer no final de 2027”, explicou o executivo.
De acordo com a empresa, a medida foi essencial para evitar atrasos no cronograma do Yaris Cross e garantir o fornecimento de motores adaptados às condições do mercado brasileiro, onde a tecnologia flex é predominante. Maggio, afirmou que a rápida adaptação foi necessária para reduzir os impactos causados pela interrupção da fábrica original.
Além da produção provisória em Porto Feliz, parte do maquinário foi enviado ao Japão para garantir o fornecimento temporário de motores, enquanto os modelos Corolla e Corolla Cross, passaram a utilizar propulsores importados até a normalização da produção nacional.
Toyota voltou a fabricar os modelos Corolla e Corolla Cross no interior de São Paulo após paralisação de 42 dias
A expectativa da Toyota é produzir cerca de 52 mil unidades do Yaris Cross ao longo de 2026. Desse total, aproximadamente 30 mil veículos deverão receber motores flex fabricados no galpão alugado, enquanto o restante contará com motores a gasolina importados de outras unidades do grupo.
A fábrica de Porto Feliz será reconstruída com uma estrutura mais automatizada e enxuta. Dos 800 funcionários, parte foi realocada na unidade de Sorocaba, também no interior paulista, parte no Galpão DRV e outros ainda estão em lay-off (os contratos de trabalhos estão temporariamente suspensos).