BYD Song Pro híbrido flex será lançado no segundo semestre com produção nacional completa

SUV estreará conjunto mecânico adaptado para funcionar com etanol e será totalmente produzido em Camaçari-BA

BYD iniciou a operação da linha de produção em Camaçari, no local da antiga fábrica da Ford

O BYD Song Pro híbrido flex terá produção nacional completa no Brasil a partir do segundo semestre de 2026. A informação foi confirmada pelo vice-presidente sênior da marca chinesa, Alexandre Baldy. O executivo adiantou que o processo – já com pintura e soldagem feitas no país – terá início em julho, mesmo que em fase de testes.

A mudança inclui maior participação de processos industriais locais e ampliação da cadeia de fornecedores nacionais, reduzindo a dependência de componentes vindos do exterior. O complexo industrial de Camaçari-BA, que abrigou a fábrica da Ford por duas décadas, tem capacidade inicial para produzir cerca de 150 mil veículos por ano, com possibilidade de expansão em etapas futuras, acompanhando o crescimento da demanda por modelos eletrificados no mercado nacional.

Fábrica da BYD, em Camaçari, na Bahia

Com a nacionalização do Song Pro híbrido flex, a BYD busca ampliar a sua competitividade no Brasil e consolidar a sua presença como uma das principais marcas no segmento de veículos eletrificados. A estratégia também abre caminho para a produção local de outros modelos híbridos e elétricos, alinhados às políticas industriais e ambientais do país.

O Song Pro flex estreará como linha 2027, com visual atualizado alinhado à identidade Dragon Face (a mesma dos modelos mais recentes da BYD). O modelo combina um sistema híbrido com motor 1.5 flex, capaz de funcionar com etanol ou gasolina em qualquer proporção, aliado a um propulsor elétrico.

Modelo montado na fábrica foi um BYD Song Pro, o primeiro carro da marca com motorização híbrida flex do planeta

Ainda não foram divulgadas informações sobre o conjunto, que na versão atual movida apenas a gasolina gera 223 cv ou 235 cv de potência combinada, dependendo da versão. A bateria de 18,3 kWh deverá ser mantida. A configuração flex é considerada estratégica para o Brasil, onde o etanol tem papel relevante na matriz energética automotiva e é visto como alternativa para a redução de emissões.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

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