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BYD Dolphin Mini usado vende mais rápido que HB20 e Onix, diz pesquisa

Levantamento da Indicata aponta que a procura por carros elétricos usados tem aumentado no mercado brasileiro

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BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini • Divulgação

Os carros elétricos seminovos deixaram de ser vistos como modelos difíceis de revender e passaram a registrar uma maior liquidez no mercado brasileiro em 2026. O movimento reflete o aumento da procura por veículos eletrificados, a expansão da oferta e a maior confiança do consumidor na tecnologia.

De acordo com dados recentes da consultoria Indicata, modelos elétricos da BYD estão entre os veículos usados com menor tempo de permanência nos estoques das lojas. O destaque é o compacto Dolphin Mini, que registrou tempo médio de apenas 15,1 dias para mudar de dono em abril, tornando-se o carro seminovo de revenda mais rápida do país no período.

• Divulgação
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Na sequência, aparecem outros modelos da marca chinesa, como o elétrico Dolphin (15,8 dias) e o híbrido plug-in Song Pro (17,9 dias), reforçando uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro. Até poucos anos atrás, havia dúvidas sobre a aceitação de elétricos usados, principalmente em relação à durabilidade das baterias e ao valor de revenda.

O crescimento acelerado das vendas de veículos eletrificados ajuda a explicar o fenômeno. Em abril, o Brasil registrou mais de 43 mil emplacamentos de carros elétricos e híbridos, alta de 119% sobre o mesmo período de 2025. Apenas os veículos elétricos somaram mais de 17 mil unidades vendidas no mês, estabelecendo um novo recorde para o segmento.

Com isso, os modelos movidos somente a bateria começam a ganhar escala também no mercado de usados. Segundo relatórios recentes, alguns veículos permanecem menos de 20 dias anunciados antes da venda — tempo inferior ao registrado por modelos populares a combustão, como Chevrolet Onix (48,1 dias), Hyundai HB20 (45,5 dias) e Volkswagen Polo (46,2 dias).

• Guilherme Silva
• Guilherme Silva

Apesar do avanço na liquidez, especialistas apontam que os elétricos continuam liderando os índices de desvalorização no mercado brasileiro. Dados do índice IBV Auto mostram que modelos lançados em 2023 acumulam perdas de até 45,6% no valor de revenda, influenciados principalmente pela queda nos preços dos carros novos e pela chegada de novas marcas chinesas ao país.

Ainda assim, a percepção negativa sobre a revenda dos elétricos vem diminuindo rapidamente. Consumidores relatam que a procura pelos modelos aumentou nos últimos meses e que muitos veículos passaram a manter preços acima do esperado no mercado de usados.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.