Semana Internacional do Café: produtores enfrentam mudanças climáticas com tecnologia
Áreas que antes eram improdutivas devido às variações do clima podem voltar a gerar lucro; entenda

A resposta para os desafios do clima pode estar na própria natureza. A Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, está nessa batalha. Em parceria com a Clima Café de Floresta, foi desenvolvido um sistema inovador para aproveitar e reflorestar áreas degradadas.
Rodrigo Castriota, da Clima Café de Floresta, explicou o conceito simples e poderoso. "O café é uma planta nativa de subbosques, ou seja, de floresta. Ele é adaptado para trabalhar junto com árvores. As árvores são a maior tecnologia que a gente tem".
O trabalho visa planejar tecnicamente como incorporar árvores de maneira correta nas plantações de café. Essa medida simples, mas estratégica, consegue:
Proteger a lavoura contra danos de geadas.
Reduzir os estragos causados por ventos fortes.
Amenizar os efeitos das temperaturas muito altas.
Com isso, áreas que antes eram improdutivas devido às variações do clima podem voltar a gerar lucro.
Para Natália Carque, gerente de ESG da Cooxupé, esse movimento de sustentabilidade é essencial para o crescimento do café diante das ameaças climáticas.
“A Cooxupé investe muito em pesquisa e conhecimento técnico. Buscamos fazer a ponte entre a tradição, que já é bem forte em nossa cooperativa de pequenos produtores, e a tecnologia para o futuro.”
Essa união de experiência com inovação é o caminho para enfrentar a crise do clima. Assim como esse sistema de plantio com árvores, a SIC (que está 50% maior que no ano passado) é o local para produtores observarem e adotarem outras tecnologias que os ajudarão a dar o passo além nesta nova realidade.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



