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Preço do arroz reage, mas custo alto limita negócios no Rio Grande do Sul

Margens negativas e incertezas travam mercado, enquanto setor pressiona por mudanças no custeio da safra 2025/26

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Produtores mantêm postura retraída e aguardam melhores condições de venda • Josapar Alimentos/Divulgação

Mesmo com a recente alta nos preços, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os custos elevados, as margens negativas e as incertezas sobre medidas de apoio ao setor estão limitando as negociações.

Pelo lado da demanda, parte dos compradores prioriza a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento. A estratégia ocorre diante de dificuldades logísticas, agravadas pela alta do diesel e pelo encarecimento dos fretes.

Já na oferta, produtores mantêm postura retraída e aguardam melhores condições de venda. De acordo com pesquisadores do Cepea, mesmo com a valorização recente, os preços atuais ainda não garantem rentabilidade, o que ajuda a explicar a baixa liquidez no mercado.

Diante desse cenário, entidades representativas intensificam a articulação por medidas de apoio ao setor. Entre elas estão a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Um dos principais pontos em discussão é o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente dividido em até quatro parcelas. Como a primeira parcela coincide com o período de maior oferta, a proposta das entidades é ampliar o parcelamento para oito meses, reduzindo a pressão sobre a comercialização.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.