Pesquisador brasileiro fala sobre conservação genética do coqueiro em evento global
Pesquisador da Embrapa apresentou na Índia ações do banco de germoplasma de Sergipe

Entre os dias 2 e 5 de setembro foi realizado o evento global sobre a conservação genética do coqueiro, o "International Workshop on Strengthening Coconut Genebanks for a Climate Resilient and Sustainable Future", na Índia. Representando o Brasil, o pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) Emiliano Costa apresentou uma palestra sobre diversidade genética para fortalecer programas de conservação e melhoramento.
Emiliano lidera o Programa de Melhoramento Genético do Coqueiro da Embrapa e atua como curador do Banco Internacional de Germoplasma de Coqueiro para a América Latina e o Caribe (ICG-LAC), mantido em campo pela Embrapa Tabuleiros Costeiros em Sergipe.
Realizado no Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR-CPCRI - Indian Council of Agricultural Research – Central Plantation Crops Research Institute), em Kasaragod, Kerala – Índia, paralelamente ao Dia Mundial do Coco (World Coconut Day 2025), o evento foi organizado pelo International Coconut Community (ICC) e Cogent (Coconut Genetic Resources Network) em parceria com o CPCRI.
A ação reuniu representantes dos cinco Bancos Internacionais de Germoplasma de Coco (ICGs), além de pesquisadores, curadores de bancos nacionais de germoplasma e formuladores de políticas públicas de mais de 20 países.
Papel do Brasil na conservação e diversidade do coqueiro
Costa apresentou a palestra Genetic resources conservation & utilization in Brazil – status and strategies durante a sessão técnica sobre diversidade genética para fortalecer programas de conservação e melhoramento, intitulada Harnessing Genetic Diversity to Strengthen Breeding Programs: Country Experiences and Lessons Learned.
Em sua fala, o pesquisador destacou que o banco mantido pela Embrapa no Brasil é estratégico para a conservação da diversidade genética do coqueiro no continente americano, com coleções mantidas nos campos experimentais de Betume, na margem sergipana do Baixo São Francisco, e Itaporanga, no Litoral Sul de Sergipe.
“Ressaltamos os esforços em regeneração de acessos, caracterização genética e fenotípica, além da utilização do germoplasma em programas de melhoramento, com resultados concretos no desenvolvimento de híbridos mais produtivos, precoces e adaptados a cenários de mudanças climáticas”, relatou.
Emiliano avaliou que o workshop teve grande relevância, pois permitiu alinhar estratégias globais de conservação, promover o intercâmbio científico e reforçar a cooperação internacional.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



