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Milho mantém preços firmes com baixa liquidez e vendedores cautelosos

Clima, colheita lenta e altas externas sustentam cotações, enquanto compradores seguem retraídos

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Plantação de milho em campo, com espigas.
Lavoura de milho durante a segunda safra; baixa liquidez e ritmo da colheita ajudam a sustentar os preços no mercado interno. • Divulgação / Pexels

As cotações do milho seguem firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), sustentadas pela baixa liquidez no mercado spot.

Vendedores continuam priorizando as atividades de campo, enquanto compradores permanecem retraídos, à espera do avanço da colheita da segunda safra e do consequente aumento da oferta. As altas nas cotações internacionais também dão suporte aos preços domésticos.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, embora o mercado esperasse recuos nas cotações neste período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta. A colheita avança em ritmo semelhante ao do ano passado, mas ainda abaixo da média das últimas cinco safras.

Além disso, a valorização da soja levou parte dos produtores a priorizar negociações da oleaginosa, adiando as vendas de milho em busca de melhores oportunidades.

Para as próximas semanas, segundo o Centro de Pesquisas, a previsão de menor volume de chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão mensurar com mais precisão os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições favoráveis ao desenvolvimento da safra em Mato Grosso sobre a produtividade.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.