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Melancia com mais polpa e maior durabilidade faz produtores do RS e TO ampliarem negócios

Exigência por frutos mais doces, crocantes e com boa vida útil na gôndola transforma a escolha de sementes no campo

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Melancia com mais polpa e maior durabilidade faz produtores do RS e TO ampliarem negócios
Melancia híbrida Rochedo F1, desenvolvida pela Topseed Premium • Agristar do Brasil/ Divulgação

A busca do consumidor brasileiro por frutas de maior qualidade visual, sabor intenso e maior tempo de conservação transformou a cadeia produtiva da melancia. Para atender a essa demanda, agricultores do Rio Grande do Sul e do Tocantins mudaram suas decisões de plantio, priorizando cultivares que unam alta produtividade no campo e características atraentes para os supermercados. Fatores como a cor da polpa, teor de açúcar (brix) e firmeza tornaram-se decisivos para garantir a fidelização dos clientes e abrir novas oportunidades comerciais.

Entre os materiais que tem ganhado espaço no setor está a melancia híbrida Rochedo F1, desenvolvida pela Topseed Premium. Segundo o especialista em cucurbitáceas Rafael Zamboni, o mercado atual exige atributos específicos. "A variedade apresenta um vermelho interno intenso, o que chama a atenção nas gôndolas, especialmente na venda de frutos já fatiados. Além disso, possui sementes menores e polpa firme e crocante, o que garante um aproveitamento superior e excelente pós-colheita", explicou.

• Agristar do Brasil
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Sucessão familiar e diferenciação no Sul

Em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, polo tradicional da cultura, a busca por diferenciação une gerações. Na localidade de Passo da Taquara, a família de Otomar Rodrigues cultiva melancia há mais de meio século. Há seis anos, ele adotou a nova variedade e colhe resultados consistentes. "É um material que produz bem, tem bom peso e o fruto é bem fechado. Está dando muito certo para nós", afirmou Otomar.

O filho de Otomar, Gabriel Rodrigues, representa a nova geração e destaca que o foco no sabor impulsionou as vendas diretas. "O cliente que compra uma vez, volta para pedir de novo. Por causa desse aumento na demanda, estamos expandindo a área plantada", projetou. No manejo, a planta atinge o ponto de colheita por volta dos 75 dias após o transplante. De acordo com Zamboni, a lavoura apresenta boa sanidade e uniformidade: "Já na primeira apanha, é possível colher frutos acima de 14 a 15 quilos, com boa tolerância a doenças".

Produtores Gabriel Rodrigues e Otomar Rodrigues, de Rio Pardo (RS • Agristar do Brasil
Produtores Gabriel Rodrigues e Otomar Rodrigues, de Rio Pardo (RS • Agristar do Brasil
• Agristar do Brasil
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Resistência ao clima no Norte

O cenário de inovação se repete no Tocantins, mas com desafios climáticos diferentes. Na região Norte, a cultivar tem se destacado nas janelas de plantio entre setembro e março — período marcado por fortes chuvas.

Segundo Ronaldo Lima, coordenador comercial da marca, as características que conquistaram os produtores tocantinenses vão além do sabor. "O material entrega alta produtividade mesmo no período chuvoso, mostrando boa adaptabilidade ao clima, altitude e manejo da região, além de precocidade e excelente textura de polpa", concluiu.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde