Maior oferta pressiona preços do feijão carioca; preto segue estável
Sobreposição entre segunda e terceira safras amplia disponibilidade, enquanto menor produção no Paraná sustenta o feijão-preto

A maior oferta de feijão no mercado, impulsionada pela sobreposição entre o fim da segunda safra e a entrada gradual da terceira, manteve as cotações pressionadas em julho. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento foi mais intenso para o feijão carioca, especialmente para os grãos de melhor qualidade, enquanto o feijão-preto apresentou maior estabilidade.
De acordo com os pesquisadores, no mercado de feijão-preto tipo 1, a demanda também esteve enfraquecida. No entanto, a expectativa de menor disponibilidade na atual temporada, especialmente no Paraná, limitou ajustes mais expressivos nos preços.
Para o feijão carioca, o avanço da colheita e a entrada diária de novos lotes mantiveram a pressão sobre as cotações. Ainda segundo o Cepea, apesar das tentativas dos vendedores de sustentar os preços, compradores adiaram parte das aquisições diante da expectativa de maior oferta e da sequência de quedas, reforçando o movimento baixista.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



