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Geadas ameaçam lavouras de morango em momento de expansão recorde no Brasil

Com safra superior a 275 mil toneladas, país se consolida como maior produtor da América Latina; frio intenso exige estratégias de manejo nutricional preventivo para evitar prejuízos

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Geadas ameaçam lavouras de morango em momento de expansão recorde no Brasil
Canva/ Reprodução

O Brasil consolidou sua posição como o maior produtor de morango da América Latina. Segundo dados da Embrapa, a produção nacional ultrapassou a marca de 275 mil toneladas em 2025, impulsionada pelo avanço tecnológico, adoção de novas cultivares e ganho de produtividade nas principais regiões produtoras.

Cultivado majoritariamente por agricultores familiares, o morango representa uma fonte crucial de renda para milhares de propriedades rurais, concentrando-se em cinco estados principais:

  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • Paraná
  • Rio Grande do Sul
  • Espírito Santo

Minas Gerais é o principal produtor de morango da América Latina, com uma área plantada de mais de 3 mil hectares e uma produção anual de 184,9 mil toneladas. O cultivo é realizado, em sua maioria, por agricultores familiares, somando cerca de 11 mil pequenos produtores no estado. Os municípios que mais se destacam na produção são Espírito Santo do Dourado, Bom Repouso, Senador Amaral, Pouso Alegre e Estiva, todos no Sul de Minas.

No entanto, o avanço expressivo da cultura caminha lado a lado com os desafios climáticos do inverno. Entre eles, as geadas figuram como a principal ameaça nas regiões Sul e Sudeste, onde as baixas temperaturas severas podem danificar flores, queimar frutos em desenvolvimento e paralisar o crescimento das plantas, resultando em quebras de safra que comprometem a rentabilidade do produtor.

O papel do manejo preventivo

Como o morango exige alto investimento durante todo o ciclo produtivo, a perda de qualidade do fruto impacta diretamente o bolso do agricultor. De acordo com Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, a chave para mitigar esses danos está na nutrição da planta antes que as frentes frias cheguem.

"A geada é um fator que o produtor não consegue controlar, mas é possível preparar a planta para enfrentar melhor esse período. Quando o manejo nutricional é realizado de forma preventiva, a cultura responde com mais equilíbrio fisiológico e maior capacidade de suportar o estresse provocado pelas baixas temperaturas", explicou Carvalho.

Uma das principais estratégias recomendadas para este preparo preventivo é a aplicação conjunta de Lannoite PLUS e Potássio. Essa combinação fortalece as paredes celulares da planta e melhora o equilíbrio hídrico interno, funcionando como uma espécie de "blindagem" contra o estresse térmico.

"Esperar a geada acontecer para agir significa trabalhar sobre um dano que já está instalado. O manejo preventivo permite que a planta esteja mais preparada para enfrentar essas condições, reduzindo os impactos sobre a produtividade e a qualidade dos frutos", complementou o especialista.

Com a expansão da produção nacional e a recorrência de frentes frias rigorosas, as técnicas de nutrição antecipada deixaram de ser apenas um diferencial e passaram a ser uma ferramenta essencial para garantir a segurança financeira e a sustentabilidade das famílias que vivem da moranguicultura no Brasil.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.