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Força-tarefa erradica foco de greening no RS e amplia cerco à doença

Caso foi confirmado em 8 de junho em um pomar doméstico com cerca de 20 mudas no município de Palmitinho

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Força-tarefa erradica foco de greening no RS e amplia cerco à doença
Equipes do DDV/Seapi encerram monitoramento no raio de 500 metros e agora passam para o de 2,4 km • Divulgação/Seapi-RS

Uma força-tarefa liderada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) concluiu, nesta quinta-feira (11), a erradicação do primeiro foco de greening (Huanglongbing - HLB) detectado no Rio Grande do Sul. Com o fim do monitoramento no raio inicial de 500 metros ao redor da propriedade afetada, no município de Palmitinho, as equipes de Defesa Vegetal agora ampliam o cerco sanitário para uma área de 2,4 quilômetros.

Desde a confirmação do caso, em 8 de junho, servidores estaduais e federais atuam em ritmo de emergência na região do Médio Alto Uruguai. Até o momento, cerca de 60 plantas com sintomas da doença foram identificadas e eliminadas em 26 imóveis localizados no perímetro inicial de contenção.

Com o avanço dos trabalhos, o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) inicia agora o levantamento fitossanitário na nova área delimitada (de 2,4 km), que deve abranger aproximadamente 230 propriedades rurais.

Ações de contenção e a ameaça das mudas irregulares

Os trabalhos de campo seguem as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB), executado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A estratégia consiste em três frentes principais:

  • Remoção imediata de plantas infectadas;
  • Controle químico ou biológico do psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor que transmite a bactéria;
  • Monitoramento rigoroso e contínuo das propriedades vizinhas.

De acordo com o DDV/Seapi, a principal hipótese para a chegada do greening ao Rio Grande do Sul é o uso de mudas irregulares e já contaminadas. Por conta disso, as autoridades reforçam o alerta a produtores e consumidores para que adquiram apenas mudas certificadas, que sigam a legislação federal e possuam comprovação de origem, rastreabilidade e garantia fitossanitária.

"A confirmação do foco exige uma resposta rápida e coordenada. O Rio Grande do Sul realiza há anos ações de monitoramento e prevenção, o que permitiu identificar o problema e adotar imediatamente as medidas de contenção. Nosso objetivo é proteger a citricultura gaúcha", destacou o secretário da Agricultura, Márcio Madalena.

O diretor do DDV, Ricardo Felicetti, completou afirmando que a vigilância será intensificada: "Vamos localizar todos os pontos críticos, identificar possíveis ocorrências da doença e reforçar as medidas de contenção para impedir sua disseminação".

Histórico de vigilância permanente

O foco em Palmitinho foi detectado graças a uma rede de monitoramento preventivo que já vinha sendo operada pela Defesa Vegetal do Estado. Veja o balanço das ações recentes:

Novembro de 2025 a Março de 2026 (Monitoramento do inseto vetor):

  • Instalação e acompanhamento de 374 armadilhas para capturar o psilídeo transmissor.
  • Cobertura de 77 municípios gaúchos.
  • Realização de 4.326 leituras laboratoriais para detecção do inseto.

Ano de 2025 (Inspeções em pomares):

  • Realização de 211 inspeções preventivas em propriedades de 65 municípios.
  • Coleta de 13 amostras suspeitas de plantas, todas com diagnóstico final negativo para a bactéria do greening.

Ano de 2026 (Até a confirmação do foco atual):

  • Execução de mais 47 inspeções de rotina em 19 municípios.
  • Nenhum outro caso positivo havia sido registrado até o episódio de Palmitinho.

O impacto do Greening

Considerada a praga mais devastadora da citricultura mundial, o greening afeta todas as espécies de citros (como laranjas, bergamotas e limões) e não tem cura. A doença obstrui os vasos condutores da planta, reduz drasticamente a produtividade, compromete severamente a qualidade dos frutos e, por fim, mata a árvore. A proliferação da bactéria representa uma ameaça direta à economia das famílias e das indústrias que dependem da cadeia citrícola gaúcha.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde