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Flores ganham espaço e diversificam renda em lavouras de café em MG

Projeto da Epamig incentiva floricultura no Campo das Vertentes, onde produtoras já comercializam arranjos e buquês como opção ao café

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Girassol ornamental é um dos destaques • Divulgação / Emater

As flores podem ser uma alternativa para a diversificação de culturas em propriedades cafeeiras no Campo das Vertentes. Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com a cooperação técnica da Fundação Hanns R. Neumann (HRNS), auxilia os produtores neste processo.

Denominado “Café com flores: alternativa para diversificar as propriedades cafeeiras do Campo das Vertentes”, a iniciativa, coordenada pela pesquisadora Lívia Carvalho, tem o apoio financeiro do Consórcio Pesquisa Café.

“A floricultura contribui para o desenvolvimento rural, gera empregos e proporciona o aumento de renda na propriedade”, destacou a pesquisadora. Segundo Carvalho, o setor é o que mais emprega mulheres no meio rural, com uma média de 50% de empregabilidade, contribuindo para a inclusão e a autonomia feminina.

Duas unidades de demonstração e observação sobre o cultivo de girassol ornamental de corte foram instaladas em propriedades rurais no município de Campo Belo. As produtoras já estão colhendo as flores e comercializando arranjos e buquês.

A opção pelo girassol ornamental de corte se deu pela rusticidade. “Trata-se de uma espécie apropriada para o cultivo a campo e de manejo simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura, como cultivo em estufas”, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Flores, Hortaliças e Plantas Medicinais da Epamig, Simone Reis.

A escolha das propriedades foi feita com a ajuda da Fundação HRNS, baseada no interesse e em critérios, como abertura para realização de dias de campo, acesso fácil para visitas técnicas e eventos, dentre outros.

Divulgação do trabalho

O projeto tem sido apresentado em eventos sobre café na região do Campo das Vertentes e despertado o interesse de mais cafeicultoras. Também foram realizados treinamentos e capacitações sobre o setor de floricultura e todas as etapas de cultivo do girassol, desde o plantio, tratos culturais, manejo de pragas e doenças, além de práticas de colheita e cuidados na pós-colheita das flores.

“Percebemos que as produtoras de café têm interesse no cultivo de flores e estão dispostas a participar de eventos na área e obter mais informações sobre este setor. As cafeicultoras estão vendo a atividade como uma oportunidade, uma alternativa para o fortalecimento da agricultura familiar”, observou a pesquisadora Lívia Carvalho.

O cultivo de outras flores será testado nas próximas etapas do projeto. “Iniciamos com o girassol ornamental de corte, mas diante do interesse das produtoras, pretendemos ampliar o cultivo com outras espécies de flores apropriadas para o campo e de manejo simples”, completou Lívia.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.