O setor citrícola brasileiro encerrou o primeiro semestre da safra 2025/26 com números em alerta. Entre julho e dezembro de 2025, o volume de
O recuo é reflexo direto da menor demanda em mercados tradicionais e do ajuste de preços após patamares recordes na safra passada.
EUA no topo, Europa em queda
Enquanto o mercado global recuou, os Estados Unidos seguiram na contramão, consolidando-se como o
Por outro lado, a Europa, historicamente um pilar do setor, registrou quedas drásticas. O volume para o bloco europeu desabou 31,9%, e o faturamento despencou 41,9%.
Confira o desempenho por mercado (Julho–Dezembro/2025):
| Destino | Volume (toneladas) | Variação (Volume) | Receita (US$) | Variação (Receita) |
| EUA | 217.970 | + 34,9% | 746,2 milhões | + 10,4% |
| Europa | 155.287 | - 31,9% | 601,5 milhões | - 41,9% |
| China | 10.426 | - 45,8% | 43,0 milhões | - 17,7% |
| Japão | 5.218 | - 54,4% | 25,5 milhões | - 59,5% |
Por que o consumo caiu?
De acordo com a CitrusBR, o cenário é reflexo dos preços elevados praticados na safra anterior, que afastaram o consumidor final, especialmente no varejo europeu.
"É preciso paciência para que o consumidor volte à categoria”, avalia o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto. A expectativa agora gira em torno da acomodação da oferta e de valores mais atrativos nas prateleiras para retomar o ritmo de embarques.