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Exportação de carne bovina avança 21,7% no ano impulsionada por novos mercados

Aumento na receita acumulada reflete avanço em novos mercados e expansão do setor frente a oscilações globais

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Carne bovina
Governo de Rôndonia/ Divulgação

As exportações brasileiras de carne bovina acumulam forte desempenho positivo entre janeiro e agosto de 2026. Alavancadas pelo avanço em destinos estratégicos e pelo surgimento de novos compradores, as vendas externas somaram 2,202 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, uma alta de 5,3% frente ao mesmo período de 2025. O faturamento acumulado atingiu US$ 12,79 bilhões, avanço de 21,7%.

O resultado reforça a estratégia do setor de diversificar os mercados para reduzir os impactos da oscilação de grandes compradores.

Diversificação global ganha força

Embora a China permaneça no topo das compras no ano, respondendo por 40,8% do total embarcado (899,2 mil toneladas e US$ 5,51 bilhões, retração de 6,6%), a expansão em mercados secundários e emergentes tem sido decisiva para sustentar o crescimento do setor.

Os principais destaques em volume no acumulado até agosto foram:

  • Estados Unidos: 269,1 mil toneladas (+28,7%) - US$ 1,74 bilhão
  • Chile: 107,3 mil toneladas (+32,0%) - US$ 649,7 milhões
  • Rússia: 96,3 mil toneladas (+29,7%) - US$ 453,5 milhões
  • União Europeia: 87,1 mil toneladas (+26,4%) - US$ 762,3 milhões

Paralelamente, países com menor participação histórica registraram saltos expressivos no período. Os destaques ficam com o Vietnã, cujas compras dispararam 408,3% (10 mil toneladas), e a Indonésia, com salto de 259,6% (55,2 mil toneladas). No continente americano, sobressaem-se o Canadá, com avanço de 191,1% (10,8 mil toneladas), a Argentina, que cresceu 140,1% (19 mil toneladas), e o Peru, com alta de 84,2% (7 mil toneladas). Também houve expansão na Jordânia (+51,6%), Arábia Saudita (+24,9%) e Turquia (+12,9%).

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, o crescimento nesses destinos reduz a concentração e abre novas oportunidades de negócios, muito embora a China continue sendo um parceiro fundamental.

Recuo pontual em agosto

A importância dessa diversificação ficou evidente no balanço mensal de agosto. No mês, os embarques totais caíram 22,2% na comparação anual (233,5 mil toneladas) e a receita recuou 15,2% (US$ 1,36 bilhão).

A desaceleração pontual reflete o esgotamento da cota de salvaguarda da China. Por conta do tempo de viagem marítima (40 a 45 dias), os embarques para o país asiático caíram 88,2% em agosto (18,9 mil toneladas), uma vez que a cota já se encontrava praticamente esgotada ao considerar o volume em trânsito. O movimento, no entanto, foi parcialmente compensado por aumentos expressivos nas remessas do mês para EUA (+276%), União Europeia (+108,6%), Rússia (+54,5%) e Chile (+44,4%).

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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