Entressafra e menor oferta sustentam alta do tahiti
Problemas de qualidade e demanda aquecida no exterior elevam preços da fruta no mercado paulista

A redução da oferta tem mantido os preços da lima ácida tahiti em alta tanto no mercado interno quanto nas operações de exportação. Segundo o Cepea, a menor disponibilidade da fruta e as limitações de qualidade observadas em parte da safra paulista vêm sustentando as cotações nas últimas semanas.
Levantamentos do Centro de Pesquisas mostram que o preço da tahiti in natura na árvore, em São Paulo, subiu de R$ 20,06 por caixa de 27,2 quilos em abril para R$ 24,53 em maio. Na parcial de junho, até o dia 10, a média já alcançava R$ 25,96 por caixa.
De acordo com os pesquisadores, a valorização ocorre em um período tradicionalmente marcado pela entressafra da cultura em São Paulo. Neste ano, porém, fatores climáticos agravaram o cenário ao comprometer a coloração e a qualidade de parte dos frutos.
Além disso, produtores adiaram a colheita em algumas áreas diante da recuperação dos preços, na expectativa de fechar negócios em valores mais atrativos. Em determinados casos, no entanto, essa estratégia resultou em frutas excessivamente maduras ainda no pomar, reduzindo o potencial de comercialização nos mercados mais exigentes, especialmente no exterior.
Como consequência, uma parcela maior da produção passou a ser direcionada ao mercado doméstico, enquanto os lotes com padrão adequado para exportação ficaram mais escassos. Segundo o Cepea, o cenário coincide com um período de demanda aquecida no mercado internacional, ampliando a concorrência pela fruta de melhor qualidade e sustentando as cotações ao longo da cadeia.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



