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Algodão reage em julho com oferta restrita e vendedores retraídos

Recuperação das cotações foi impulsionada pela baixa oferta de pluma de melhor qualidade e por valores mais altos no mercado externo

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Capulhos de algodão abertos em uma lavoura, prontos para a colheita.
Oferta restrita de pluma de melhor qualidade e postura firme dos vendedores sustentaram a recuperação dos preços do algodão em julho, segundo o Cepea. • Pexels

As cotações do algodão em pluma voltaram a subir no mercado doméstico em julho, principalmente na segunda quinzena do mês, após a queda registrada em junho.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a recuperação dos preços foi sustentada pela postura firme dos vendedores, favorecida pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de melhor qualidade e pela necessidade imediata de compra por parte de algumas indústrias.

O cenário ocorre enquanto a colheita e o beneficiamento seguem em ritmo lento no Brasil, e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.

Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea destacam que a indústria mantém postura cautelosa diante do ritmo ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores têm priorizado o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da nova safra aumenta gradualmente.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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