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Valdir Barbosa: acordo entre China e EUA coloca o Brasil em alerta no mercado internacional

Nesse período seguem as reuniões entre as duas maiores potências mundiais e a expectativa é de um amplo acordo entre Donald Trump e Xi Jinping

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Donald Trump e Xi Jinping • White Horse courtesy

Amigas e amigos do Agro!

O agronegócio brasileiro ainda vive a incerteza do resultado do encontro entre os presidentes da China e Estados Unidos, que anunciaram redução de tarifas sobre um grupo restrito de produtos agrícolas, envolvendo um valor aproximado de 60 bilhões de dólares.

O que houve foi uma trégua de acordos tarifários que valerão até janeiro do ano que vem. Nesse período seguem as reuniões entre as duas maiores potências mundiais e a expectativa é de um amplo acordo entre Donald Trump e Xi Jinping.

Os principais produtos agrícolas colocados na mesa são o milho, trigo, sorgo, óleo e farelo de soja e carne bovina e todos têm ligação direta com as exportações brasileiras.

Mesmo com o óleo e o farelo de soja na pauta, a soja propriamente dita, ficou fora das discussões. Os Estados Unidos informam desde o ano passado que a China vai comprar 25 milhões de toneladas da soja americana nos próximos em 2026, 27 e 28.

É um volume que representa em torno de 20% da soja brasileira para os chineses e não se falou em novas compras, entretanto a cotação da soja na Bolsa de Chicago teve queda após o encontro.

No Brasil os preços da soja se mantiveram firmes devido alta do dólar. Os chineses, seguramente, estão esperando a soja americana que está sendo colhida para entrar no mercado, e por aí medirem o impacto dos preços internacionais.

No mercado interno, o feijão sobe as vendas no comercio atacadista mesmo com os preços em alta.

A carne bovina teve uma reviravolta de preços a partir do final de semana e a remarcação de preços é clara nos postos de venda. Se o consumidor já havia reduzido o consumo, vamos ver o resultado a partir da segunda-feira que vem.

Valdir Barbosa
Itatiaia Agro

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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