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Dia do Agricultor: força do campo sustenta um quarto da economia do Brasil

Comemorada neste 28 de julho, a data homenageia os mais de 15 milhões de produtores que garantem a segurança alimentar e impulsionam o PIB nacional, além de marcar o aniversário do Ministério da Agricultura

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Dia do Agricultor: força do campo sustenta um quarto da economia do Brasil
Canva/ Reprodução

Responsável por impulsionar o desenvolvimento econômico e alimentar a população, o agricultor brasileiro celebra o seu dia neste 28 de julho com números que confirmam o protagonismo do campo. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio alcançou a marca de R$ 3,20 trilhões, representando cerca de um quarto de toda a economia brasileira.

O montante reflete a dimensão de uma atividade que vai muito além de colocar o arroz e o feijão na mesa dos brasileiros. Hoje, a agricultura brasileira é pilar estratégico do setor primário, gerando alimentos, matérias-primas para a indústria e energia limpa por meio dos biocombustíveis e do cultivo para biomassa.

Com um contingente de mais de 15,1 milhões de produtores distribuídos por 5,07 milhões de estabelecimentos rurais em 351,2 milhões de hectares, segundo dados do (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) IBGE de 2017, o país consolidou-se como potência global. Atualmente, o Brasil lidera a produção mundial de commodities decisivas, como soja, café, suco de laranja e açúcar.

Café lidera pauta exportadora • Diego Vargas / Seapa-MG
Café lidera pauta exportadora • Diego Vargas / Seapa-MG

 

Novo método desenvolvido por pesquisadores considera as características da cana-de-açúcar no Brasil para estimar os estoques de carbono na biomassa da cultura. • Nilza Patricia Ramos / Embrapa
Novo método desenvolvido por pesquisadores considera as características da cana-de-açúcar no Brasil para estimar os estoques de carbono na biomassa da cultura. • Nilza Patricia Ramos / Embrapa

Trajetória histórica e a criação do MAPA

A escolha do 28 de julho para o Dia do Agricultor, instituído em 1960 pelo Decreto nº 48.630, no governo de Juscelino Kubitschek, faz referência direta à fundação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que completa 166 anos de criação nesta terça.

A instituição nasceu em 1860, ainda no Império, como Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, na então capital Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória, a Pasta acompanhou as transformações da administração pública e o avanço da agropecuária no país.

Hoje, o Mapa conta com mais de 6.500 colaboradores — entre servidores, empregados públicos, comissionados e estagiários — e mantém uma estrutura capilarizada. O órgão está presente em todo o território nacional por meio das Superintendências de Agricultura e Pecuária (SFAs), unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em portos e aeroportos, e Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs), além das adidâncias agrícolas no exterior.

A memória dessa evolução é preservada pela Biblioteca Nacional de Agricultura (Binagri). Criada em 1909, é considerada a maior biblioteca da América Latina especializada no agronegócio de um único país, reunindo um acervo de mais de 500 mil exemplares entre livros, periódicos e documentos históricos.

Colheita da soja • Jaelson Lucas / Arquivo AEN
Colheita da soja • Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Da pré-história à alta tecnologia

Embora a estrutura governamental tenha 166 anos, o exercício da agricultura é uma das práticas mais antigas da humanidade. Surgida há cerca de 10 mil anos, no Período Neolítico, a atividade permitiu a sedentarização do homem e lançou as bases das primeiras civilizações.

No Brasil, o setor evoluiu do extrativismo e das plantations coloniais — com ciclos da cana-de-açúcar, do café e da soja — para um modelo sustentado por intensa modernização técnica. A incorporação de máquinas, defensivos e biotecnologia elevou substancialmente a produtividade. Entre a tradição de cultivar a terra e o desafio de incorporar novas tecnologias, os agricultores brasileiros seguem consolidando o campo como o motor do futuro econômico do país.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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