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Creme de queijo da Mantiqueira de Minas é destaque em aula para futuros chefs de BH

Iniciativa da Rota do Queijo de Minas reuniu futuros chefs em uma aula prática conduzida pelo mestre queijeiro Valdir Spaniol, destacando a versatilidade e a pureza do queijo de Passa Quatro, da Mantiqueira de Minas

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Creme de queijo da Mantiqueira de Minas é destaque em aula para futuros chefs de BH
Jordane Macedo, Chef Marcus e Valdir Spaniol • Giullia Gurgel/ Itatiaia

Os alunos do curso de Gastronomia do UniBH, em parceria com a renomada escola internacional Le Cordon Bleu, participaram nesta quinta-feira (8) de uma aula prática e imersiva focada no patrimônio queijeiro mineiro. O grande destaque do encontro foi a produção do creme de queijo artesanal, elaborado com a iguaria da Serra da Mantiqueira, produzido pela Queijaria Spaniol, da cidade de Passa Quatro.

Organizada pela Rota do Queijo de Minas, a aula proporcionou aos estudantes um mergulho técnico no processamento artesanal. A receita foi ensinada diretamente por seu criador, o produtor Valdir Spaniol, cuja trajetória de 32 anos no setor de laticínios reúne formação internacional e ampla bagagem pelo Brasil.

Aua de Gastronomia do UniBH, em parceria com a escola internacional Le Cordon Bleu • Giullia Gurgel/ Itatiaia
Aua de Gastronomia do UniBH, em parceria com a escola internacional Le Cordon Bleu • Giullia Gurgel/ Itatiaia

De mestre queijeiro na Suíça ao terroir da Mantiqueira

Natural de Santa Catarina, Spaniol iniciou sua trajetória no setor aos 18 anos, quando surgiu a oportunidade de cursar uma graduação de três anos para mestre queijeiro na Suíça. Após o retorno ao Brasil, trabalhou por 11 anos em Itabirito e graduou-se em Engenharia de Alimentos pelo UniBH no período noturno. Valdir passou por diversos estados brasileiros e, há três anos, decidiu migrar para a produção artesanal.

"Avaliei parcerias em outros estados, mas escolhi a Mantiqueira de Minas pela localização geográfica, clima, topografia e pelo terroir único dos queijos. É um projeto que já vem gerando excelentes resultados e um ótimo feedback do mercado", destacou o produtor.

• Giullia Gurgel/ Itatiaia
• Giullia Gurgel/ Itatiaia

Pureza e alta performance na cozinha

A receita apresentada aos alunos utilizou o queijo artesanal Mantiqueira de Minas com 120 dias de maturação ralado e leite A2. Desenvolvido para suprir a demanda por um fondue de qualidade em uma região fria, o creme inspira-se nas fórmulas tradicionais suíças, mas com apelo voltado à alta gastronomia.

"É um produto que casa perfeitamente com a parte gastronômica e tem uma conversa muito boa com os restaurantes. A ideia foi criar algo de alta qualidade, mas que fosse acessível e muito prático para o chef usar na cozinha", contou Spaniol.

• Giullia Gurgel/ Itatiaia
• Giullia Gurgel/ Itatiaia

A diferença em relação aos produtos industriais está na pureza dos ingredientes. O produto é livre de aditivos artificiais, como aromas sintéticos e corantes, apresentando uma composição simples elaborada essencialmente com queijo maturado, leite e sais de fusão. Além disso, a receita destaca-se por sua leveza e ótimo rendimento, combinando um perfil menos gorduroso com um sabor intenso.

"O creme artesanal abre um leque imenso. Pela intensidade de sabor, ele serve desde a base para um fondue até o incremento de risotos e molhos brancos, bastando adicionar creme de leite. Apresentar essa proposta no ambiente do Le Cordon Bleu ajuda a espalhar a cultura do queijo de verdade entre os futuros líderes de grandes restaurantes", explicou Spaniol.

A união entre o conhecimento do campo e a alta gastronomia

A articulação que possibilitou a presença do produtor na instituição foi comemorada por Jordane Macedo, idealizador da Rota do Queijo de Minas. Para ele, o projeto cumpre o papel essencial de encurtar distâncias entre quem produz na fazenda e quem cria na cozinha.

Jordane Macedo, da Rota do Queijo de Minas e Valdir Spaniol, da queijaria Spaniol • Giullia Gurgel/ Itatiaia
Jordane Macedo, da Rota do Queijo de Minas e Valdir Spaniol, da queijaria Spaniol • Giullia Gurgel/ Itatiaia

"É uma alegria muito grande. Dificilmente o produtor teria acesso direto a um espaço como a BH Le Cordon Bleu sem essa ponte. As pessoas acham que fazer creme de queijo é só emulsionar o produto com leite, mas existe toda uma técnica envolvida. Conectar os alunos diretamente a quem faz enriquece a formação e valoriza a nossa tradição", afirmou Macedo.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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