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Corrida chinesa por estoques eleva exportação de carne bovina do Brasil em maio

Pequim lidera compras e responde por mais de 53% dos embarques do mês antes de novas restrições

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Brasil domina mercado global e preço da carne bovina atinge recorde real; entenda alta
Mercado chinês adquiriu 157,6 mil toneladas de carne brasileira em maio • Canva/ banco de imagem

Uma combinação de forte demanda global e movimentos estratégicos de grandes compradores fez as exportações brasileiras de carne bovina operarem em nível recorde. Em maio, o país embarcou 297 mil toneladas do produto, gerando uma receita de US$ 1,83 bilhão. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil já soma mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas, consolidando sua liderança global.

O grande motor do desempenho de maio foi a China. Responsável por mais da metade (53,1%) das compras do mês, o mercado chinês adquiriu 157,6 mil toneladas de carne brasileira — um crescimento expressivo de 39,6% em relação a maio do ano passado. Essa forte aceleração de demanda ocorre no momento em que importadores chineses correm para garantir estoques antes do início das novas barreiras e medidas de salvaguarda anunciadas por Pequim para o setor de proteína animal.

Diversificação de mercados sustenta o setor

Apesar da forte dependência do mercado chinês, que no acumulado do ano já faturou US$ 3,78 bilhões (45,5% do volume total de 2026), a indústria brasileira celebra a consolidação de outras frentes comerciais importantes para garantir a estabilidade do setor no longo prazo.

Os Estados Unidos figuram firmes na segunda posição do ano, importando 178,6 mil toneladas entre janeiro e maio, um avanço de 14,8% em relação a 2025. O desempenho nos cinco primeiros meses do ano aponta crescimento generalizado entre os principais parceiros econômicos do Brasil:

  • China: 631,9 mil toneladas acumuladas no ano (alta de 27,8% frente a 2025) e faturamento de US$ 3,78 bilhões.
  • Estados Unidos: 178,6 mil toneladas acumuladas no ano (alta de 14,8% frente a 2025) e faturamento de US$ 1,16 bilhão.
  • Chile: 58,0 mil toneladas acumuladas no ano (alta de 16,0% frente a 2025) e faturamento de US$ 339,2 milhões.
  • Rússia: 54,1 mil toneladas acumuladas no ano (alta de 33,7% frente a 2025) e faturamento de US$ 245,2 milhões.
  • União Europeia: 43,0 mil toneladas acumuladas no ano (alta de 24,0% frente a 2025) e faturamento de US$ 377,2 milhões.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) destacou a resiliência comercial da cadeia produtiva nacional frente às oscilações globais. “Os resultados observados ao longo do ano refletem a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 destinos internacionais. A diversificação dos mercados segue como um dos fatores que contribuem para a estabilidade e a competitividade das exportações do setor”.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde