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Guima Café é exemplo na adoção de práticas sustentáveis; saiba por quê

Projeto tem o objetivo de regenerar ecossistemas agrícolas degradados, melhorar a saúde do solo e aumentar a resiliência das fazendas às mudanças climáticas

O Guimá Café, do Grupo BMG, é outro parceiro de grande porte da Epamig no projeto de implantação dos corredores ecológicos para controle biológico de pragas nos cafezais. A empresa investe na produção de cafés especiais desde 2018 numa propriedade, entre os municípios de Varjão de Minas e Patos de Minas, no Cerrado Mineiro.

Contamos com os resultados das pesquisas da EPAMIG para tomadas de decisão em manejos nas lavouras, conhecimentos técnicos necessários para a adoção das práticas regenerativas. Sem falar na relação profissional que conquistamos. No projeto que temos atualmente na fazenda, contamos com visitas. A cada dois meses, eles fazem a coleta de insetos, de folhas e do solo e biometrias, e nos orientam na condução do plantio regenerativo. Entendemos que nosso papel é colaborar abrindo as portas das fazendas e disponibilizar campos de experimentos e pesquisas de ações que beneficiam e complementam estudos relacionados ao tema, o que pra nós é motivo de orgulho”, avalia o técnico agrícola do Guima Café, Ricardo Oliveira.

“Desde a nossa escolha por adotar práticas mais sustentáveis, contamos com uma equipe e profissionais com alto nível de conhecimento técnico, que tem nos ajudado a alçar e atingir os objetivos de um mercado tão exigente e comprometido com a questão ambiental.”, pontua o técnico.

“Ao optar por investir na agricultura regenerativa, temos o como objetivos promover a sustentabilidade ambiental, regenerar ecossistemas agrícolas degradados, melhorar a saúde do solo, aumentar a resiliência das fazendas às mudanças climáticas, reduzir a dependência de insumos externos como fertilizantes e pesticidas sintéticos, conservar a biodiversidade, aumentar a produtividade a longo prazo e garantir a segurança alimentar para as gerações futuras”, afirma Ricardo. “A ideia também é mitigar os efeitos climáticos das altas temperaturas na cultura do café aliado à biodiversidade sem agredir o meio ambiente, fazer uma agricultura mais resiliente e responsável”, finaliza.

Em 2023, o Guima Café conquistou o “Best of the best” no 8º. Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, realizado em Nova York. O lote premiado é da cultivar MGS Paraíso 2, desenvolvido pelo Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro da EPAMIG.

As tecnologias de controle biológico conservativo da EPAMIG estão implementadas em fazendas produtoras de café em Patrocínio, Monte Carmelo, Varjão de Minas, Patos, Carmo do Paranaíba, Coromandel, no Cerrado Mineiro, e de Paula Cândido, Araponga e Espera Feliz, na Zona da Mata.

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(*) Com informações da Epamig.


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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais ‘Hoje em Dia’ e ‘O Tempo’ e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.



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