Pampa: bioma combina destinos de natureza, história e tradição gaúcha
Ecossistema exclusivo do Rio Grande do Sul conta com campos, estâncias, vinícolas, áreas protegidas e cidades históricas

O Pampa ocupa boa parte do sul e do oeste do Rio Grande do Sul e é o único bioma brasileiro presente exclusivamente em um estado. Campos, coxilhas, banhados e áreas de vegetação caracterizam o território, que também guarda costumes e tradições ligados à cultura gaúcha.
Para os turistas, o ecossistema reserva diferentes possibilidades de passeio, como turismo rural, cavalgadas, observação de aves, cicloturismo, visitas a vinícolas e produtores de azeite, além de experiências gastronômicas e roteiros por cidades históricas.
Vinhos, azeites e turismo rural

Na chamada Região Turística Pampa Gaúcho, municípios como Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Pinheiro Machado e Santana do Livramento apresentam cenários rurais e atividades relacionadas à produção de vinhos e azeites.
Em Bagé, os campos dividem espaço com construções históricas e atrações culturais. A cidade integra o Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha e também possui opções de cicloturismo. Entre os atrativos estão a Casa de Cultura Pedro Wayne e a Cidade Cenográfica de Santa Fé.
Caçapava do Sul é marcada pela relação entre história e natureza. O município foi a segunda capital da República Rio-Grandense durante a Revolução Farroupilha e integra o Caminho Farroupilha. Formações rochosas e áreas de campo completam o cenário da região da Campanha.
Em Santana do Livramento, a Rota da Ferradura dos Vinhedos passa por vinícolas e propriedades rurais. O município ainda possui estâncias, museus e antigas charqueadas, locais onde era produzido o charque, carne bovina salgada e seca.
Natureza e turismo na fronteira

Na Região Turística Fronteira, municípios como Alegrete, Barra do Quaraí, Itaqui, Manoel Viana, Quaraí, São Gabriel e Uruguaiana apresentam uma paisagem marcada pela proximidade com outros países e pelas tradições do campo.
Um dos principais atrativos naturais é a Área de Proteção Ambiental Ibirapuitã. A unidade protege ambientes naturais e elementos relacionados à cultura do gaúcho da fronteira, além de incentivar atividades de turismo ecológico.
Entre os pontos de interesse estão o Rio Ibirapuitã, a Lagoa do Parobé, o Balneário Caverá, a Ruína dos Cambraias, o Cerro de Tarumã e o Morro das Caveiras.
No extremo oeste do estado, o Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, protege 1.617 hectares de vegetação característica do Pampa. O local abriga espécies como espinilho, inhanduvá, algarrobo e quebracho-branco e permite atividades de turismo ecológico, educação ambiental e observação de aves.
Em Uruguaiana, às margens do Rio Uruguai, o visitante encontra roteiros históricos e culturais, além de referências às antigas estâncias jesuíticas. A produção de vinhos, queijos artesanais e a criação de cavalos também fazem parte das experiências locais.
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História e patrimônio na Costa Doce

O Pampa chega ainda à chamada Costa Doce, formada por municípios como Pelotas, Rio Grande, Jaguarão, Piratini, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Tavares. Por ali, o turismo passa por cidades históricas, áreas rurais, lagoas e manifestações culturais.
Em Pelotas, as antigas charqueadas ajudam a contar a história da economia local. A cidade também é conhecida pelos doces de tradição portuguesa e integra o Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha.
Rio Grande tem as águas como um dos elementos centrais do turismo. O município fica na margem sul do estuário que conecta a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico e possui atrações como o balneário Cassino, os Molhes da Barra e construções históricas.
Em Jaguarão, o patrimônio arquitetônico é um dos principais atrativos. O Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os imóveis preservados está o Teatro Esperança, inaugurado em 1898.
Piratini, por sua vez, mantém construções e espaços relacionados à história do século 19 e à Revolução Farroupilha. A cidade foi capital da República Rio-Grandense e abriga locais como a Casa de Garibaldi e a Casa de Camarinha.
*Com informações do Ministério do Turismo.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



