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Trilha Transmantiqueira: conheça a rota de 1.200 km pela 'montanha que chora'

Caminho passa por mais de 40 municípios e 30 Unidades de Conservação em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

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Pico dos Três Estados, na Serra da Mantiqueira, na divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro
Pico dos Três Estados, na Serra da Mantiqueira, na divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro • Divulgação/Rede Trilhas

Com mais de 1.200 quilômetros de extensão, a Trilha Transmantiqueira conecta os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro por um percurso voltado exclusivamente para caminhadas. A rota passa por mais de 40 municípios e 30 Unidades de Conservação, atravessando serras, vales, cachoeiras e comunidades rurais.

O nome da trilha vem da Serra da Mantiqueira. Na língua Tupi-Guarani, a expressão mohn-thy-kyiri era usada para descrever a paisagem como “montanha que chora” ou “mãe das águas”. Ao longo do tempo, a denominação foi aportuguesada para Mantiqueira.

Integrada à Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, a Transmantiqueira também funciona como corredor ecológico e contribui para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades rurais e tradicionais da serra.

O trajeto

Pedra da Mina, com 2.798 metros de altitude, é o ponto mais alto da Serra da Mantiqueira e fica na divisa entre Minas Gerais e São Paulo • Divulgação/Rede Trilhas
Pedra da Mina, com 2.798 metros de altitude, é o ponto mais alto da Serra da Mantiqueira e fica na divisa entre Minas Gerais e São Paulo • Divulgação/Rede Trilhas

O ponto de partida oficial da trilha fica no Parque Estadual Alberto Löfgren, antigo Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo. A partir dali, o percurso passa pelo Parque Estadual da Cantareira, pelo Monumento Natural da Pedra Grande e pelas margens da Represa do Jaguari, até chegar à Serra do Lopo.

A rota segue em direção leste e nordeste por serras e vales até alcançar Aiuruoca, em Minas Gerais, na região do Parque Estadual da Serra do Papagaio. Nesse ponto, o trajeto se divide em dois ramais.

O Ramal Oeste segue até o Parque Estadual do Ibitipoca, em Santa Rita de Ibitipoca, onde a caminhada termina na Janela do Céu. Já o Ramal Norte passa pela Chapada das Perdizes e pelas cachoeiras de Carrancas até chegar à Serra da Estância, em Itumirim.

Um dos pontos de destaque do percurso é a Pedra da Mina, com 2.798 metros de altitude, uma das montanhas mais altas do Brasil.

Sete regiões para explorar

Morro do Cupim de Boi, na Travessia da Serra Fina, na Serra da Mantiqueira • Divulgação/Rede Trilhas
Morro do Cupim de Boi, na Travessia da Serra Fina, na Serra da Mantiqueira • Divulgação/Rede Trilhas

Para facilitar o planejamento dos caminhantes, o percurso principal, com mais de 1.100 quilômetros, é dividido em sete regiões, que, por sua vez, são subdivididas em 21 setores.

A região da Cantareira inclui os setores Serra da Cantareira e Pedra Grande. As Serras Verdes abrangem a Serra do Lopo, o trecho entre Joanópolis e São Francisco Xavier, a Serra dos Poncianos e a Pedra do Campestre.

A região de Campos do Jordão reúne os setores de São Bento do Sapucaí, Campos do Jordão e o Parque Estadual Campos do Jordão. Já os Altos da Mantiqueira concentram trechos de maior altitude e dificuldade técnica, como as travessias do Carrasco, Marins x Itaguaré e Serra Fina.

A região das Agulhas Negras inclui a Pedra do Picu, o Parque Nacional do Itatiaia e o distrito de Visconde de Mauá. Papagaio x Ibitipoca contempla o Parque Estadual da Serra do Papagaio, o Pico do Muquém e as Serras de Ibitipoca.

Por fim, a região dos Inconfidentes engloba o trecho entre Aiuruoca e Minduri, a Travessia da Chapada das Perdizes e a Travessia Z, que liga Carrancas a Itumirim.

A divisão permite escolher entre passeios de um dia e expedições de várias semanas, com opções de pernoite em acampamentos, abrigos de montanha ou pousadas rurais.

Paisagens e experiências

Durante o percurso, os visitantes encontram picos e mirantes com paisagens acima das nuvens, além de cachoeiras e poços para banho. A trilha também possibilita a observação de aves e de espécies nativas de plantas e animais.

O caminho ainda passa por grutas, museus locais e sítios históricos, além de comunidades que preservam tradições caipiras e mineiras.

A presença de caminhantes também movimenta a economia das comunidades rurais e vilarejos, com serviços de hospedagem, alimentação, guiamento e transporte.

*Com informações do Ministério do Turismo

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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