Tiradentes quase desapareceu do mapa antes de se tornar destino turístico
O longo período de estagnação econômica de Tiradentes contribuiu para que ruas de pedra, igrejas e casarões atravessassem as décadas sem as grandes transformações urbanas observadas em outras cidades

Hoje considerada um dos principais destinos turísticos de Minas Gerais, Tiradentes já viveu um período de tamanho declínio que chegou a perder temporariamente sua condição de cidade. A crise, porém, também ajuda a explicar a preservação do conjunto colonial que se tornou sua principal riqueza. Um passeio por essa história pode começar pela Ponte das Forras, construída no fim do século XVIII para fazer a ligação entre o Centro e o Largo das Mercês.
Nas proximidades está a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, erguida pela Irmandade dos Pretos Crioulos e conhecida pelo interior em estilo rococó.
Depois do fim do ciclo do ouro, Tiradentes perdeu população, atividade econômica e importância regional. A situação se agravou a ponto de, entre 1948 e 1949, o município perder temporariamente sua autonomia. O longo período de estagnação, no entanto, contribuiu para que ruas de pedra, igrejas e casarões atravessassem as décadas sem as grandes transformações urbanas observadas em outras cidades.
A retomada ganhou força no século XX. Em 1972, o inglês John Parsons e sua esposa, Maria, fundaram o Hotel Solar da Ponte, iniciativa que ajudou a projetar Tiradentes como destino turístico. Outro personagem importante foi Ives Alves, conhecido como “inconfidente silencioso”, que, ao lado da Sociedade Amigos de Tiradentes, participou dos esforços pela preservação do patrimônio e da cultura local.
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O Largo das Mercês também se tornaria palco de um dos principais eventos culturais da cidade. Em 1998, recebeu a primeira Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada inicialmente sob uma lona de circo e hoje reconhecida nacionalmente. Para completar o passeio, a Igreja de São Francisco de Paula guarda uma das vistas mais conhecidas da cidade. Do alto, o visitante contempla os telhados do Centro Histórico tendo a Serra de São José como cenário.
Tiradentes quase desapareceu do mapa. Décadas depois, justamente o antigo casario, que sobreviveu ao abandono, ajudou a colocar a cidade definitivamente no mapa do turismo brasileiro.
Jornalista, apresentador e idealizador do Viajando com Toledo, Otávio di Toledo acumula mais de 30 anos de experiência na comunicação e na editoria jornalística. Ao longo da carreira, consolidou-se como referência na produção de conteúdos voltados ao turismo, à cultura e à valorização da história de Minas Gerais. No Itatiaia por Aí, com Toledo, apresenta reportagens que unem informação, entretenimento, aproximando o público dos principais destinos de Minas, do Brasil e do mundo.
Apresentador e chefe geral de edição do Viajando com Toledo, Arthur Toledo atua no desenvolvimento estratégico do projeto e acompanha todas as etapas de criação, edição e finalização dos conteúdos. Também está à frente da apresentação das reportagens sobre turismo, cultura, gastronomia e história. No Itatiaia por Aí, com Toledo, divide a bancada com seu pai, Otávio di Toledo, conectando o público aos principais destinos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo.


































